segunda-feira, 19 de julho de 2010

Estou drogada

No mundo real, pouco importa o que você quer. O que importa é o que você faz! Porque qualquer um pode querer qualquer coisa, isso não requer nenhum esforço. A diferença é o que você faz pra merecer suas conquistas. Para que algotenha valor, você tem que correr atrás, tem que suar muito pra colocar a sua marca e, na maioria da vezes, isso não é como colinho de mamãe. Nada vêm de graça! Eu acho isso ótimo, afinal quanto mais difícil mais eu quero, quanto mais duro é o jogo mais intenso é o meu preparo. Por isso, cada vitória é com V maiúsculo. E outra coisa: se o que eu fizer for moleza, serei como qualquer um. E isso sim eu não aguento.

Estou drogada. Dá pra sentir isso correndo nas minhas veias, consumindo meu cérebro e alterando minhas funções metabólicas. A cada minuto, uma felicidade estranha me preenche, um certo efeito alucinógeno, não sei. Minha cabeça parou de girar e a fome passou, mas sei que não comi. Estranho porque normalmente tenho fome pra caralho. Meu Deus, estou rindo e falando palavrões! Espero que minha mãe não escute, ela nunca ia entender a piada mesmo. Então, devo estar escrevendo bobagens, mas a droga não me confundiu a cabeça, só o corpo, parece. Agora estou entrando no estágio tranquilidade. Ah, sim, eu sei. Já tomei isso várias vezes, conheço bem os efeitos, não se preocupa não. É uma paz! Tão diferente do cotidiano bom humor, entende. Dura duas horas, no total. Sim, não é demais?! Que droga que te deixa assim por duas horas? É absolutamente confortável. E sei - me lembro remotamente - que deveria estar sentindo dor. Sim, uma dor forte, mas não lembro por quê. Deve ser a droga. Sim, é verdade, ela relaxa, libera as tensões e a dor some. Verdade... O melhor é que, depois das duas horas, depois que o efeito começar a passar... Não vai me deixar triste, nem dolorida. O prazer e o bem estar não são interrompidos. A fome volta, mas controlada. E tem uma coisa mais. Um efeito surpreendente, que compensa todo o vício adquirido: nos deixa estupidamente teimosos, o que simplesmente nos impede de desistir.

 Porque minha droga é diferente da sua. Meu vício é a Endorfina. 

É isso aí.


Beeijos, Jaqueline.

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