quinta-feira, 11 de agosto de 2016

#SouGrataPor quem me ensina a dançar

Hoje, estava pensando nas professoras de dança que passaram pela minha (ainda curta) trajetória e no quanto uma me levou a outra e no quando seus trabalhos se complementaram. 


Foi mais ou menos assim, ó:

Comecei minha caminhada de dança em 2009, no Espaço Shiva, em Cabreúva. O Shiva sempre foi meu lugar de calmaria, meu lugar de paz. Amava aquela escola e vestia a camisa. Lá fiz ballet, dança de salão, yoga, me apaixonei pelo meu noivo... 

Quando troquei o ballet clássico pela dança do ventre, em 2013, conheci Flávia Luchesi (fofo 1), que foi minha primeira professora. A Flavinha nos acolheu. Mostrou o mundo mágico da dança árabe, nos apresentou bailarinas incríveis, únicas, que construíram a dança do ventre e ensinaram gerações. Ela, mais do que dar aulas, nos incentivava. Mostrava vídeos, recomendava textos, contextualizava a história. Foi através da Flávia que começamos a ter os primeiros vislumbres da profundidade histórica da dança. De Soheir Zaki a Najla e Elis Pinheiro, muitas foram as inspirações que ela nos deu.

Conheci a Munira (foto 2) em dezembro de 2013 no salão da minha sogra. Nunca, nunca tinha imaginado que ela um dia seria minha professora...


Em 2014, haveria uma troca de professoras no Shiva e fui estudar em Jundiaí, na Amira Dança e Movimento, para continuar fazendo aula com a Flávia. Duas coreografias e muita empolgação! Começamos a acompanhar bailarinas brasileiras, como Munira, Aziza, Ju Marconato, Esmeralda, fizemos workshops, começamos a frequentar de vez em quando a casa de chá Khan el Khalili em São Paulo, onde vimos Ju Marconato, Nur, Mahaila, Tarik. Também em 2014, conhecemos o Mercado Persa, maior festival de dança árabe da América Latina. Lá, encontramos: Soraia, Tony Mouzayek e vimos muita dança de qualidade. No show, a noite, nos apaixonamos ainda mais pela dança. Fomos ao Fala Esme Ao Vivo, ao Festival Shimmie, ao Núcleo Ju Marconato. Encerramos esse ano incrível na casa de chá, celebrando.


2015 começou esquisito. Jundiaí estava ficando pequena pra nós e nossos sonhos e nossa empolgação. Queríamos dançar com todas as pessoas incríveis que víamos no Youtube e na casa de chá. Queríamos saber o que elas sabiam, fazer o que elas faziam. Foi então que decidimos ir estudar em São Paulo. Começamos o ano com workshops incríveis: Ana Claudia, Mahaila, Nur, Priscila Samra e Aziza. Depois foi a vez do Estúdio de Dança Munira Magharib entrar na nossa vida. 

Estar nessa escola, estudando com a Munira, era como ser criança e ser levada à oficina do Papai Noel pra confeccionar seu próprio brinquedo. Estávamos maravilhadas. Não dá pra descrever o tanto que a Munira nos ensina. Munira é exigente. Só elogia quando realmente está bom. Tem olhar clínico, um bom humor envolvente e um profissionalismo tão impecável quanto sua dança. Munira nos fez saltar pra um mundo de possibilidades. O que era apenas 'admirável' passou a ser 'alcançável'. Vimos que o caminho seria longo, que estávamos só começando. 

Meu coração se encheu de alegria. Dancei no sarau da escola e foi um dos momentos de maior emoção do ano! Fomos ao Mosaico, na Shangrilá, referência de dança árabe. Dançamos, muito. Esmeralda, Mahaila. Pela primeira vez, víamos ao nosso lado, como alunas, professoras que tanto admirávamos, como a Nur e a Aziza.

Veio o segundo semestre e com ele o Curso de Aperfeiçoamento Técnico com Elis Pinheiro (foto 3). Dona de braços poéticos, uma dança cheia de possibilidades e uma voz doce, Elis nos abriu os olhos: pra história da dança, pros lugares comuns em que caímos ao improvisar, para realidade do Egito, pra músicas que nunca imaginaríamos dançar... Abriu nossos ouvidos para reconhecer os instrumentos, pra pensar em caminhos e nos deu alvará para sermos únicas dançando. 

No fim do ano, veio a glória: uma apresentação linda na Festa das Alunas do Estúdio da Munira. Que honra, que alegria...!


2016 veio: continuamos firmes nas aulas da Munira, que além de toda a técnica, nos ensina a improvisar, a sentir a música, a sorrir com a dança. Como Munira nunca é demais, comecei um Curso de Aperfeiçoamento Técnico com ela, aos domingos. Dinheiro super bem investido, pois cada aula é uma dádiva, um presente.

O próximo curso de aperfeiçoamento que farei começa amanhã, com a linda bailoca Esmeralda Colabone (foto 4). Já fiz três aulas com ela, já vi mil vídeos seus no Youtube e admito: é uma das bailarinas que mais admiro. Uma dança limpa, classuda, delicada e forte, ao mesmo tempo. Esmeralda é o poder em pessoa. Única. As duas principais características da dança dela, pra mim, são: a calma e a personalidade. Ninguém nunca vai dançar como ela, porque a dança dela é ela própria. Fora que é um amor de pessoa. Uma das mais simpáticas e queridas bailocas. O curso com ela será rápido, quatro meses. Mas sei que chegará a minha hora de fazer aulas regulares com essa professora incrível. 

Essas são minhas quatro professoras "regulares" de dança do ventre. O que quero dizer nesse texto é que a vida sempre dá um jeito de colocar pessoas especiais no nosso caminho. E só tenho a agradecer a cada uma dessas mulheres que - ao lado das minhas parceiras de dança, as mulheres lindas que dividem esse sonho comigo (Ju, Thata, Pri, Soraia, Letícia, Renata, Kaly, Cecília, Estela, todas...!) - me inspiram dia após dia e me ensinam tanto!



A vocês, Flávia, Munira, Elis e Esmeralda, meu amor e minha gratidão!