quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em que caixa você me coloca?

Jaqueline Rosa, 24 anos
Escorpiana. Mal humorada.

Formação: comunicação social com habilitação em jornalismo

Formações extras: marketing político, coaching de vida, coaching de liderança, análise comportamental e sua aplicabilidade na gestão de pessoas, ciência política, turismo receptivo, atendimento ao cliente, captação de recursos através de leis de incentivos, massas prontas.

Habilidades artísticas: escrita criativa, fotografia, dança, frango ao creme de cebola e creme de milho.

Habilidades comportamentais: observação, organização, método, planejamento, foco, compromisso, seriedade. Atenção aos processos e não apenas aos resultados. Proposição de soluções é feita com calma após avaliação. Trabalho tão bem em equipe quanto sozinha. Rápida adaptação aos ambientes. Habilidade potencial de estabelecer amizades. Aberta a parcerias e contribuições externas. Responsabilidade. Pontualidade.  

Experiências profissionais: 5 anos como assessora de imprensa (e contando), 2 como inspetora de alunos, 8 como "filha de comerciante", função que agrega atividades de a a z.

Experiências de vida: voluntária por 4 anos numa associação de bairro em cargos de liderança, organização de eventos de grande porte com sucesso social e financeiro, candidata a vereadora com mais de 1% dos votos válidos (sem apoio, equipe ou investimentos), desenvolvimento de módulo de curso de coaching e apresentação de palestra sobre o poder das emoções nas construções dos hábitos e, portanto, da vida; revisão de um livro, reescrita de outro, correção e aplicação das normas da ABNT em dois trabalhos de conclusão de curso de Direito, ambos aprovados.

Conquistas acadêmicas: trabalho de conclusão de curso aprovado com nota 9, escrita de metade do conteúdo do livro Eclesial Branding, ainda não lançado. 

Conquistas profissionais: em 2016, fiquei entre os cinco jornalistas habilitados para o cargo Assessor de Imprensa Sênior do SEBRAE do estado de São Paulo, em uma seleção que se iniciou com 287 candidatos.

Conquistas pessoais: em 2016 dei entrada - sem herança - no meu primeiro apartamento. Em 2017, recebi meu primeiro selo de qualidade em dança árabe (Selo Dunas). Ainda esse ano, realizarei minha primeira viagem internacional. Dirijo há 6 anos, possuo carro próprio e vou a qualquer lugar com um bom GPS. 

Interesses profissionais: brilho nos olhos, desafios.

Temas de interesse: viagens, arte, leitura, organização. Empoderamento feminino, empreendedorismo, empoderamento financeiro, humanização do parto, finanças pessoais, psicologia, sociologia, filosofia, sustentabilidade, espiritualidade.


Dá pra fazer listas e mais listas de mil categorias. Mil coisas que nos aproximam e nos afastam. Volta e meia me encontro nesse dilema. Em que caixa me colocar pra me "encaixar" nesse mundo? Em que caixa você me colocaria? Quanto de si você oculta em prol da caixa principal? Quantos talentos são ignorados por você mesmo já que 'ninguém liga'? Quantos você trata como "normal" ou "ah, só faço minha obrigação" quando esse mundo já os transformou em diamantes? Quanto de si você desdenha, na esperança de que alguém compre?

É preciso estar atento.

Afinal, é a nossa luz, e não nossas trevas, o que mais nos assusta.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

mil pedidos pra você e um pra mim

A cada ano, fica mais difícil de escrever nessas datas especiais. Acontece que já são muitos anos, muitos aniversários, de cada um e de namoro e agora até mesmo de noivado, muitos natais e páscoas e dias dos namorados e outras datas mil, em que falamos muitas coisas um ao outro. Coisas que sentimos, que desejamos, que sonhamos viver juntos... 

E quando eu penso em você ou mim, é inevitável não pensar em nós. No plural que formamos juntos. Nessa nova família que começamos...

E aí, as palavras ficam pequenas demais. Porque não importa se os momentos têm sido bons ou ruins, o que importa é que quando a gente olha pra eles e olha pras possibilidades, não se imagina distante um do outro. A gente não consegue mais pensar no singular... Nossos planos estão tão misturados, nossas histórias tão cruzadas, nossos destinos tão unidos, que quando a gente olha pra gente, enxerga o outro também. E o outro passa a fazer parte das nossas dores e das nossas curas, dos nossos medos e da nossa coragem, do nosso refúgio e da nossa fuga, do nosso sorriso e das nossas lágrimas. Das nossas conquistas e das coisas que deixamos pra lá. Faz parte dos nossos planos e das nossas lembranças. Das nossas surpresas, festas, comemorações. 

Temos um ao outro na nossa torcida. Na nossa arquibancada, na nossa plateia, atualizando as páginas de resultado de concursos. Rezando um pelo outro, correndo na mesma direção. Matando as baratas, levando comida na cama, acordando com beijinho no cangote, colocando pasta de dente na nossa escova, perguntando se a tevê está alta, se o outro está com sede, o que vamos fazer no fim de semana. Temos um ao outro pegando leve no perfume em dia de rinite atacada e abusando do chocolate em dia de tpm. Eu como a cereja do seu bolo e você come a azeitona da minha pizza. 

Então, o que falar que ainda não foi dito? O que te dizer que você ainda não saiba?

Só me resta repetir: que você cresça e brilhe cada dia mais e que eu possa estar sempre ao seu lado, contribuindo com o seu crescimento e com a sua felicidade. Que Deus te abençoe com muita saúde, sorte, sucesso, simpatia, sintonia, euforia, empatia, coragem, sorrisos, felicidade, amor e alegria, esperança e determinação! Que Deus te dê paciência, força, jogo de cintura! 

E que pra mim, Deus dê a benção de estar sempre ao seu lado por pelo menos mais setenta aniversários! 

Te amo! <3 p="">

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Da Santa Casa de Cabreúva à África: conheça a enfermeira missionária Greicy Anne

Por Jaqueline Rosa



No dia 12 de maio é comemorado o Dia do Enfermeiro e essa é uma homenagem a todos os profissionais que amam o seu trabalho e abraçam sua missão


Greicy Anne Silva Amaral é uma nordestina de sorriso aberto, fala solta e brilho nos olhos, apaixonada pelo que faz: proporcionar às mães o seu primeiro encontro com seus bebês.

Enfermeira obstetra, formada pela Universidade Adventista de São Paulo, a jovem de apenas 26 anos trabalha na Santa Casa de Cabreúva há seis meses e já se mostra uma verdadeira especialista em transformações: com ela o receio vira confiança, o medo vira esperança, a dúvida vira resposta, a solidão vira risada, amizade, parceria. O frio vira humanização. Greicy – assim como as demais enfermeiras obstetras da Santa Casa – realiza um trabalho que requer muita técnica, mas mais carinho. Muito estudo, mas mais empatia. Muita dedicação, mas mais vocação. Ela acolhe gestantes no caminho até sua grande alegria: o nascimento de seu filho.

Aos 14 anos, Greicy decidiu que queria viajar o mundo e ajudar as pessoas. Escolheu enfermagem, pois saberia que com isso, seria capaz de ajudar muita gente em qualquer lugar. Segundo ela, foi através de amigos que já realizavam esse trabalho em Guiné Bissau (um dos 10 países mais pobres do mundo), que ela teve a oportunidade de vivenciar sua primeira experiência no continente africano, para onde já foi duas vezes como voluntária.

Leia o relato da enfermeira:

“A experiência que tive em Guiné Bissau foi uma das melhores da minha vida. Eu prezo muito a humanização e simplesmente não tem como ir até lá e não se sensibilizar com a situação daquelas pessoas. Eu fiquei em Bissau, capital do país, e pude entrar em contato com uma realidade surreal onde eles não têm sequer o mínimo. Não tem nem saneamento básico, é uma realidade miserável, mas lá recebi uma lição de vida incrível. Nós temos tudo e não damos valor, eles não têm algo simples e essencial como água potável, mas agradecem pelo Sol e pela Lua que iluminam o céu, a alegria e gratidão deles são imensas e esse ensinamento não tem preço.

A minha maior motivação é poder ajudá-los a cada missão, é tão bom saber que eles nos esperam e que apesar do simples o objetivo é alcançado! Para ser missionária, além de disposição, é preciso amor, afinal é o amor que muda tudo! Quando cheguei naquele país, apesar de ver tanta miséria, tive certeza que Deus existe e não se esquece dos filhos Dele. A maior prova era que eu estava lá junto com um grupo cheio de amor e disposição para ajudá-los.

Na Santa Casa minha maior realização profissional é literalmente partejar e fazer parte do momento mais importante de cada gestante. Abraçar cada uma, segurar firme na mão, olhar no olho e dizer ‘não desiste’ e no final poder entregar o que ela mais espera: o amado filho. Quando acaba e elas choram de alegria e me agradecem por ter sido um anjo na vida delas, sei que cumpri minha missão. Eu amo esse trabalho e, se eu pudesse voltar no tempo e escolher de novo, a decisão seria a mesma.”

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Só isso


Quem navega em águas facebuquianas está cansado de ver piadas como essa. E elas são tão pertinentes e, portanto, divertidas nessa fase quase-adulta-mas-não-tanto da vida que eu sempre sou marcada nelas. Ontem, uma amiga me marcou nessa postagem e eu, primeiro, ri. Depois, percebi "epa, tô rindo do quê?".

É claro que todos os itens citados estão sempre em constante evolução, mudança, adaptação, construção. No entanto, não há um que me falte. Eu ainda não tenho um apartamento próprio, porque ele ainda está sendo construído, mas já o tenho, porque já o comprei. Eu tenho emprego fixo, conquistado através do tão cobiçado concurso público, há seis anos, e meu segundo emprego de fotografia há três. Ou seja. Emprego tá tendo. Estabilidade financeira, consequentemente, também. Já que tenho emprego fixo e freelas bacanas que complementam a renda. Estabilidade emocional, posso até não ter tanto quanto queria, mas já tenho bem mais que há um ano atrás. Eu tenho um carro, que muito me dá gastos, mas que enche minha vida de caminhos e oportunidades. E tenho uma vida que, pela primeira vez, começa a tomar ares de "própria". Realizando os sonhos, ouvindo os desejos, respeitando os limites ou algo que o valha... Experimentando cursos e viagens, comprando coisas que eu sempre quis. Indo a lugares que eu tinha vontade ou que descobri agora que poderia se quisesse. Dançando nos palcos que enchem meu coração de alegria...

E eis que chegamos ao ponto central desse texto: precisamos nos dar conta do quanto estamos conquistando. Do quando nossa vida está evoluindo. Do quando os caminhos percorridos nos levaram para frente. E não apenas perceber o desgaste, o cansaço, a dor nas pernas e as bolhas nos pés.

Quem não passa pelos dias se arrastando, sentindo que a vida está parada, que nada acontece, que os anos passam e continuamos os mesmos, sem rumo, sem progresso. Eu sou essa pessoa. Semana sim, semana não, tenho crises existenciais que me arrastam pra um mar de ansiedade e fico me sentindo péssima, como quem nunca deu sequer um passo na direção certa. No entanto, um simples post me despertou a consciência e eu pude perceber o quanto já conquistei nesses últimos meses e anos. 

Ah, a consciência... tão útil quando ela vêm assim, sozinha. Quando os outros nos falam, a gente simplesmente não ouve. Não percebe. A gente tem que tomar esses tapas na cara da vida pra ver o quanto somos prósperos, privilegiados, ricos...! Tão sortudos, abençoados, capazes...! 

Queria muito que as pessoas que me cercam, todas elas tão abençoadas e prósperas e privilegiadas e ricas e capazes tanto quanto eu, se enxergassem. Que olhassem pra trás e vissem o quanto estão melhores hoje, por menor que seja a diferença. Vieram experiências, conquistas, aprendizados, dores, despedidas, coragens... Se deram novas chances, acertaram e erraram. Choraram, riram. Não importa o que falta pra ser conquistado. Onde falta chegar. O que falta fazer. Quantos lugares faltam pra conhecer. Não. Importa. 

Olhe para o que você tem. Pra sua casa. Sua comida. Suas roupas. Seu computador com internet e netflix. Seu celular bacana, com câmera e whatsapp. Olhe pra sua família. Pros seus amigos. Pra sua saúde. Pras suas pernas e braços. Olhe pros seus olhos. Pros seus animais de estimação. Pro seu emprego ou currículo. Olhe pros seus amigos. Pras suas experiências. Viagens. Cursos. Pros filmes e livros que você tem acesso. E agradeça. Só isso. Não reclame. 

Tá bem? Então tá. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

complicada, né

Sou alguém que anda sempre cheia até a borda. Pesada, intensa, prestes a transbordar. Estou cheia. De certezas e de dúvidas. De medos e traumas. Prestes a transbordar, mas não permito. Não escorro. Não me desfaço. Não porque não quero. Mas porque não consigo. 

Dores de cabeça pelo que não consigo entender. Dores de estômago pelo que não consigo digerir. E vida que segue. E se os olhos também doem, com certeza é por algo que eu não quero enxergar. 


Complicada essa vida de psicanálise. 





(Escrevi isso em julho, mas podia ter sido hoje.)



so tired

Eu fico repetindo frases prontas e atribuindo-as a Sartre como se isso fosse resolver minha dependência emocional. Fico andando em círculos, fingindo que eu sei viver um dia de cada vez, quando claramente minhas noites de sono apenas pioram, conforme a ansiedade aumenta.

Bom, dizem que admitir é o primeiro passo.