domingo, 31 de dezembro de 2017

2018

E que a vida da gente seja um dia de calor: leve, sem nostalgia, só bom humor, beijo no pescoço, dinheiro no bolso e amor!

Quem me conhece sabe que sou sensitiva e o quanto eu ouço as minhas intuições. O quanto valorizo uma sensação, como sou boa em saber, sem saber como, que alguém é uma boa pessoa. Quem me lê, me ouve, sabe que eu acredito no certo por linhas tortas, que as coisas acontecem como têm que acontecer. Sabe também que eu acredito em enviar mensagens para o Universo, em pedir vagas de estacionamento pra Deus - ou pra gasolina render até o próximo posto. Quem me conhece sabe que eu acredito que quem espera nunca alcança - é preciso correr atrás - mas que, muitas vezes ou quase sempre, é preciso paciência - mesmo que eu ainda não seja boa nisso.

Eu acredito em estar na hora certa no lugar certo. Acredito que as pessoas entram na nossa vida pra nos ensinar o que estamos precisando aprender. E que tudo o que acabar não sendo benção, será uma lição. Também estou certa de que todos têm algo pra nos ensinar e algo pra aprender com a gente... 

Portanto, em 2018 eu pretendo buscar ser ainda mais receptiva ás pessoas e aprendizados que a vida propor. Espero que eu consiga julgar menos e rir mais. Falar mais, me abrir pra quem merecer e, principalmente, ouvir as histórias únicas e maravilhosas que fazem as pessoas serem quem são.

Ano que vem, quero fortalecer minha decisão de ser cada vez mais verdadeira, cada vez mais humana, mais real. Quero me dedicar ainda mais a ficar confortável em ser quem eu sou, podendo abrir mão de vez das máscaras e, principalmente, das armaduras.

Quero trabalhar muito, dançar muito, sentir muito. Viver minhas lágrimas e minhas risadas intensamente - como eu sou. 

Eu estou sentindo que 2018 será um ano de grandes realizações, porque 2017 foi um ano de grandes planejamentos. Plantei muitas coisas boas em 2017 e acho que várias delas poderão ser colhidas em 2018 e isso me anima demais! 

Tô animada porque sei que o ano depende só de mim pra ser incrível! 

Se ele for um inferno, eu serei fogo e nem vou me queimar! E qualquer música que toque eu vou dançar! 

Pode vir, 2018. Tô pronta pra você.

Pro que der e vier.


Beijos e feliz tudo de bom pra vocês, meus três ou quatro leitores queridos!! <3 div="" nbsp="">


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

32 conselhos gratuitos


1) Quem planeja tem FUTURO e quem não planeja tem DESTINO! Não pode reclamar de onde a vida lhe levar!
2) Desconfie do destino e acredite em você! 
3) Jamais deixe de fazer algo que você deseja ou sonha por causa de alguém. Por mais que esse alguém seja uma pessoa importante na sua vida. Quando nossas vontades, anseios e liberdade não podem ser compreendidos e respeitados, estamos perdendo tempo!
4) Dói ser você mesmo, mas dói muito mais não ser.
5) Cerque-se de pessoas que te inspiram e esteja perto de quem te faz sentir capaz, potente, forte.
6) Nem dinheiro, nem relacionamento, nem fatos exteriores devem ser capazes de tirar a minha paz. Ela é minha, e cabe a mim cuidar e não deixar que ela se vá. 
7) A paz está na ausência de drama.
8) As pessoas têm o poder que damos a elas.
9) Só vai.
10) Escolha comprar experiências ao invés de coisas.
11) Sua mãe às vezes vai te falar sobre coisas que ela acha que vai acontecer só porque ela te ama e não quer te ver sofrer, mas na realidade ela não acredita realmente naquilo, está querendo te poupar de sofrer pensando à respeito.
12) Cada vez mais acho tudo uma questão de paciência, de amor criando paciência, de paciência criando amor. O conselho é: tenha paciência.
13) Quando tudo for óbvio... desconfie! 
14) Confie em si mesmo.
15) O preço da comida sempre aumentará em escala fatorial.
16) A zona de conforto é como um ofurô de cocô. Ta quentinho, mas tá fedendo. Saia!
17) Sonhe alto. Não espere coisas pequenas de um Deus tão grande!
18) Nós não somos. Nós estamos sendo. Pare de querer ser rocha. Aceite ser rio.
19) Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.Faça.
20) Por nenhum momento se esqueça de que a vida pertence aos que investigam. Ela não pertence ao estático; ela pertence ao que flui.
21) Não seja trouxa.
22) "Você jamais estará disposto a ser assustadoramente feliz sem estar disposto a sofrer assustadoramente." O conselho é: perdoe suas falhas, aprenda com elas e tenha coragem de recomeçar!
23) Ame a Deus sobre todas as coisas e amará o seu próximo! Observe mais ao seu redor e veja que nem todos querem seu bem, porém você pode ama-los da mesma maneira e seguir em paz!
24) Como você começa seu dia define como você irá viver seu dia. E como você vive seu dia é a forma como você vive sua vida.
25) Você só tem uma vida. É seu dever vive-la o mais plenamente possível.
26) E mais: você é o único (não se iluda, o ÚNICO) responsável por sua felicidade ou infelicidade!
27) Pra fazer errado e certo demora o mesmo tempo, então faça o certo pq no final vc se fode de consciência tranquila.
28) O que os outros pensam sobre você é problema deles. Faça o que você acha certo e pronto.
29) Não aceite conselhos.
30) Ouça um bom conselho que te dou de graça: inútil dormir que a dor não passa.
31) Tenha fé, fica firme faça o seu melhor como se tudo dependesse de você, e ore e espera em Deus como se tudo dependesse dele. O melhor Deus tem guardado pra você.
32) Se você for uma pessoa complicada, sua vida será complicada. Se você for uma pessoa simples, sua vida será simples.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Embora haja tanto desencontro...

Ficar sozinha nos permite algumas reflexões. Dizem que a gente só encontra a (nossa) verdade no silêncio e na solidão. Não sei... Sei que tenho me dado conta, desde quando conheci Greicy Anne, que eu gosto de gente. Sei que de uns tempos pra cá me tornei ranzinza e introspectiva. Sei que mais observo do que puxo assunto. Mas mesmo assim, percebo o quanto estar com pessoas é importante pra mim e pra quem eu sou.

(afinal de contas, eu sou, em essência, uma comunicadora e uma artista e já dizia a canção: "o artista vai onde o povo está")


Gosto de gente. De gente verdadeira, que se conhece, que sabe o que quer, sabe do que gosta e do que não gosta e que procura viver isso. Gosto de gente intensa, que ama, sente, deseja, busca, com sanguenozóio. Gente que não está interessada em passar pela vida, simplesmente, mas que quer vivê-la a cada instante. Gosto de gente doida, que não está preocupada em seguir os padrões, as regras, as verdades impostas... Gosto de gente que questiona. Que pergunta 'por que você está no mundo?' ao invés de 'o que você faz da vida?'

Gosto de gente convicta, que fala com uma serenidade e uma certeza e um olho no olho que tudo o que você pode fazer é ouvir com extrema atenção (mesmo que, de repente, veja que a pessoa está tirando uma onda da sua cara, falando a maior bobagem, mas sem rir). Gosto de gente que olha com firmeza. Que aperta as mãos com  firmeza. Gente direta, gente objetiva, gente decidida. Gente que diz a que veio.

Gosto de gente que observa e que sabe fazer um elogio profundo. Gosto de gente que entende as coisas, as pessoas, os medos, porque tem gente que parece que foi feita de compreensão. Gosto de gente que desnuda a alma sem medo, gente que não joga, não enrola e não se economiza. Gosto de gente que de dá, que se doa, que se mostra. Que não tem vergonha de ser quem se é. 

Gosto de gente sutil. Gente que é tão incrível que só é, não diz. Gosto de gente mais inteligente que eu. Gente mais viajada, mais sábia, mais divertida. Gosto de gente que se mostra grande, porque é. Gente que não se encolhe pra você não se sentir pequeno. 

Gosto de gente que - nesse mundo louco - lê. Gente que filosofa e fala sobre planos pro futuro, viagens pra Saturno e músicos sensacionais. Gosto de gente que não desiste de si, da sua busca, da sua arte. Gente que está disposto: a aprender, a evoluir, a empreender, a enfrentar o desconhecido.

Gosto dessa gente porque essa gente me inspira. 

Essa gente me faz querer ser melhor e, por isso mesmo, me faz melhor. 

Relacionamentos, sejam eles de qualquer natureza, precisam ser leves. Gostosos. Simples. Fazer bem, tornar a vida mais fácil, de uma maneira natural e confortável. Os que não se encaixam nessa descrição são barcos vazios -  nos quais a gente certamente colidirá em determinado momento, mas ao invés de bradar palavras de ódio em vão, devemos apenas refazer nosso caminho e seguir em paz. 

Que em 2018 eu possa me conectar cada vez mais com pessoas inspiradoras. Com pessoas melhores do que eu, que me conectem com o meu propósito de vida, ao invés de tentar me afastar dele. 

Que os encontros - já que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida - sejam menos superficiais, robóticos, automáticos. Que possamos estar mais presentes, mais conscientes, mais vivos. Mais despertos.

Porque estamos vivos quando estamos em movimento. 

sábado, 23 de dezembro de 2017

a única coisa que é preto e branco... é o cinza

"Viver é uma eterna despedida entre o que somos agora e o que seremos em seguida..."

Janeiro

O ano começou com desafios. Mas mais que isso, começou comigo abraçando problemáticas, desafios e sonhos que nem eram meus, pra começo de conversa. E, pior, achando que eram. Mas lembre-se, caro leitor, que nesse universo colorido que é o Amnésia, nós acreditamos que as coisas acontecem como tem que acontecer. Em consequência dessa apropriação inadequada de coisas que não eram minhas (e aqui falo principalmente de sonhos "impostos"), veio uma avalanche de aprendizado no curso de coaching e na amizade com pessoas, até então, inimagináveis. Nessa vibe, o sangue veio aos olhos e a vontade de enfrentar e superar desafios brotou. Me inscrevi para o Selo Dunas (selo de qualidade de dança) e comecei a ensaiar para ser aprovada. Como desafio pouco é bobagem, eu e minhas amigas inventamos de promover um curso de dança, não com o objetivo de ganhar dinheiro, mas com a ilusão de propagar a boa dança e fazer pessoas terem, em Jundiaí, o acesso à arte de qualidade que temos em São Paulo, por puro amor à dança. Tolinha...

Fevereiro

As coisas começaram a degringolar. Essa é a avaliação que faço hoje. Na época não enxergava nada. (Aliás, engraçado como a gente simplesmente não quer olhar pro que nos machuca...) Fui para Águas de São Pedro, cidade da qual gosto bastante e que me remete à uma infância muito feliz. Aí teve o carnaval, que conseguiu ser pior do que o ano que eu não estava bebendo. Ponto alto do carnaval foi eu, de salto alto, palestrando pra evangélicos sobre o poder das emoções na criação de resultados. Me senti tão poderosa, tão adulta, tão capaz. Escrevi parte de um livro, preparei uma palestra, uma apostila e uma apresentação de slides. A-dul-ta. 

Março

Tem mês que é de fazer e tem mês que é de sonhar. Março foi mês de sonhar. Mês de acreditar que as coisas podem ser possíveis. Prestei a banca do Selo Dunas. Teve show no Portal do Egito, onde sonhei e dancei um tango que me arrepia a parte romântica, dolorida e sensual da alma, mas um arrepio bom, de beijinho no pescoço. Em março, a ideia leve e despretensiosa de um dia, quem sabe em setembro, irmos para Portugal, virou uma meta. Comprei um guia, um cappuccino, chamei as amigas e começamos a planejar o que seriam os melhores doze dias do meu ano, sem sombra de dúvidas. 

Abril

Abril veio a melancolia. Veio a ansiedade forte, parruda como nunca. Veio a falta de paciência para a reclamação. E a reclamação para a falta de paciência e dedicação e vontade de mudar. Veio o Mercado Persa e vi que o nervoso passou. O frio na barriga, agora, é apenas uma cócega que me incentiva a sorrir mais, mas que o conforto na hora de dançar, finalmente, me vestia. Estava confortável em estar onde estava. Abril trouxe um show único, da Aziza. Trouxe improviso. Trouxe jogo de cintura na dança, mas não na vida. Trouxe aceitação com o meu processo de aprendizado, mas não trouxe para o processo de aprendizado do outro... E continuava não querendo enxergar coisas muito óbvias.

Maio

Bom, o corpo não demora pra somatizar o que a alma sente. E no fundo eu queria muito que aqueles piripaques tivessem origem clínica, pra não ter que olhar pra nada disso. Primeiro, foi o coração. Acelerado. Fora do ritmo. Aos tropeços. Tremor nas mãos, falta de ar. Santa Casa. Depois: cardiologista, endocrinologista, ultrassom, exame de sangue e urina, holter 24h. Nem mesmo um único problema detectado. Mil reais em consultas e exames - sem falar nas tardes indo e voltando de Jundiaí - pra me receitarem sol pra sintetizar vitamina D e um calmante natural a base de maracujá. Mil reais em consultas e exames pra ouvir de duas médicas diferentes que eu precisava aprender a relaxar, pois estava muito ansiosa. Ah, as ironias da vida... Não precisava nem das treze temporadas de Greys Anatomy pra me autodiagnosticar...! Teve muita insônia, esse maio. Mas teve Tarik. Teve Greicy Anne me mostrando como tem gente incrível no mundo e como gente incrível é sutil. Gente incrível não fica gritando que o é por aí. Gente incrível vive sendo incrível, com um sorriso no rosto e sutileza do olhar, fazendo o que deve ser feito, porque sim. Maio teve inspiração, como teve. Vontade de cruzar o oceano, pra ser um pouquinho incrível também. Maio teve a descoberta da Lote 42 e mais inspiração ainda...

Junho

Junho foi mês de festa. Mês de encerrar o curso da Aziza, certa da pessoa e artista incrível que ela é e mais certa ainda de que nunca mais tento promover um curso em Jundiaí. Junho teve prosa, sentada na grama, olhando o Templo. Teve momentos de calmaria, em lugares de paz. Teve dia de altas doses de alegria. Junho foi mês de celebrar o sonho de março e dançar com todo o coração na melhor noite árabe de São Paulo. Dia de mesa cheia, de gente querida, de comida gostosa, de amor que não cabia no peito e tinha que ser posto pra dançar, pra não ficar esparramado. Mais que sonhos construídos, em junho vi sonhos serem fundados: de ferro e concreto, vi nascer meu Lar, com letra maiúscula. Meu sonho de menina, que fuçava as revistas de arquitetura e sonhava com uma casa pra chamar de minha. E agora, aqueles buracos no chão me diziam que eu teria...

Julho

Julho veio mostrar que não dá pra controlar tudo. Não cabe a nós, nessa vida, ter certezas. Quando achamos que temos tudo sob nossos olhos, vêm a vida e mostra que não é bem assim não. E quando reclamamos sobre o que está acontecendo, a vida põe as mãos na cintura, bate o pé e diz "então agora a madame vai se fazer de desentendida?". Prova disso foi o notebook morrer em pleno ápice de coisas pra fazer, a manutenção não resolver e ter que comprar outro. Muita pesquisa depois, depois da compra, da demora, da espera, da entrega, dos programas instalados... Quando tudo finalmente estava pronto para minhas fotos: a casa aberta, as gavetas reviradas, o vídeo game desaparecido e o banco na cozinha onde ele estava antes, agora vazio, me diziam: 'perdeu'. Telefone, surto, teorias, delegacia. Depois de encontrado, o alívio veio acompanhado pela formatação com Windows 8 - o pior da história. De novo: manutenção, gasto, demora, espera, entrega, programas instalados... Julho também teve sutiã abrindo no meio da dança, pra testar a velocidade com que eu decidia se continuava dançando ou saía correndo. Se encarava a vergonha do alfinete mal colocado por causa da confiança extrema de que estava tudo sob controle ou se assumia uma maior ainda de desistir. Mãos no pescoço, nó nos fios e segue o baile. Lágrimas vieram, depois. Perdi o rebolado, mas só depois de concluir a dança, sorrindo. 

Agosto 

Agosto nunca foi meu mês preferido do ano. Sem feriados, longo, normalmente com muito vento... Mas até mesmo ele passou rápido em 2017. O planejamento da viagem à mil, me mantinha empolgada em vivê-lo. A dança se fez cada vez mais presente na minha vida e em agosto não foi diferente: fui pra São Paulo toda semana, as vezes mais de uma vez. Dancei com o coração quando, tirando as sandálias, pisei no chão da Khan el Khalili com os pés e a alma desnudos. Nenhum vídeo sobreviveu a esse dia, mas, mesmo assim, eu não vou esquecer daquela energia. Podem falar o que for da história e do destino desse lugar, mas, cinco anos atrás, quando eu não sabia nem o que era direita e esquerda na dança, esse lugar já brilhava de certa maneira no meu coração dançante. Um desejo, aparentemente impossível, se realizava. Isso não tem preço.

Também recebi meu certificado do Selo Dunas, dizendo que era meu aquele lugar; que eu tenho direito de ocupá-lo. Que, de certa forma, eu mereci. Auto reconhecimento...

Setembro

O que falar desse mês, que  mal vivi e já considero pakas? Setembro foi O MÊS! Setembro foi um mix de tudo o que eu mais gosto nessa vida: muita dança (e outro sonho bailarinístico realizado: o de dançar com a Banda Mouzayek e o Tony, o cantor árabe mais famoso do Brasil), teve caipirinha de um litro com amigas maravilhosas, teve aulas de ballet me lembrando onde tudo começou (e me ajudando com as piruetas)... 

Em setembro vivi a experiência ÍMPAR de assistir a um parto normal. A energia é arrepiante: ver uma mulher, ajudada por outra mulher, fazer o que só mulheres fazem: parir. Os gritos, o suor, a pontinha de descrença. A força. A dor. Realmente, um momento pra lá de visceral. Nada parecido com os vídeos com pétalas de rosa na banheira e música suave no fundo. Tão forte, tão intenso. E eu vi, com esses olhos que a terra há de comer, nascer uma vida, nascer uma mãe e um pai, vi nascer uma família. Inesquecível...

Setembro eu vi Filipe Catto, arrepiando a minha alma artista, com luzes roxas, macacão feminino, franja, discurso inspirador.  Setembro troquei de carro e agora ele é vermelho (e não uso espelho pra me pentear) como meu coração. 

Setembro fui ao Marrocos! E não importa que o aeroporto seja área internacional! Setembro fui a Portugal, que me apaixonou perdidamente...

Outubro

O mês mais bipolar de todos. Overdose de alegria em Portugal só poderia resultar em melancolia, na abstinência. Chorei lágrimas doídas ouvindo Djavan cantar Oceano, música que ouço, agora, com uma dorzinha amiga no coração. Chorei, com vergonha das pessoas no avião, e com mais vergonha ainda do meu sentimento de infelicidade. Outubro foi mês de chorar. Mês de envelhecer e, pela primeira vez na história, não querer comemorar. Não queria que os dias passassem. Queria ficar em posição fetal, apenas. E aí, no ápice da TPM e do Inferno Astral, o sufoco apertou o coração e as coisas precisaram mudar. Precisei me obrigar a encontrar um caminho e alegria no caminho escolhido. Outubro trouxe com ele o reencontro com a mestra Elis, com muita história pra contar. Trouxe a Aziza em outra festa linda, com direito a foto, meu vídeo preferido  do ano e o elogio: 'tá com borogodó', ela falou. Outubro teve Nando Reis, teve Humberto Gessinger. Teve tatuagem nova, marcando mais um momento difícil, mais um ciclo encerrado. Em outubro, me permiti ousar e, toda de onça, dançar com a espada, num momento que fui muito feliz. Ganhei, também, um novo lugar pra ficar, uma nova paisagem para ver e me inspirar todos os dias... Mudanças....

Novembro

Em novembro iniciei um ciclo que chamo carinhosamente de 'fodeu, mas segue o baile'. Sem dinheiro, sem estrutura, sem rotina. Até voltei pra academia pra sentir que alguma coisa estava certa (não durou duas semanas porque, obviamente, não estava funcionando). Comi todos os hambúrgueres, batatas, sushis, tomei todas as cervejas, todos os vinhos, curti todos os memes, apaguei todas as fotos. Não sei até agora o que estava fazendo... Mas novembro foi um mês que passou. Novos amigos, o orgulho de um trabalho bem feito, um show num restaurante novo, a Esmeralda me ensinando a olhar além (e a sair da caixinha com um véu de seda). Novembro teve tanques de gasolina, teve música na caixinha de som. 

Dezembro

Eu sei que todos estão falando em encerrar o ano e começar outro ciclo. Nunca vi assim. Desde que Luiz me ensinou a chamar meu próprio aniversário de Natal (o que tem a ver com nascimento), sei que meu ciclo se inicia em 23 de outubro. Estou, portanto, encerrando o segundo mês desse ciclo de grandes novidades, de grandes medos e aventuras e solidão. Dizem que é na solidão que a gente aprende quem se é. Que identifica o que é realmente nosso, o que realmente gostamos, o que realmente é importante, qual é, de fato, nosso ponto de vista. Ainda tenho medo de olhar certas coisas. Algumas palavras ditas tão ferozmente esse ano, ainda me assombram. Várias feridas ainda não cicatrizaram. Mas dezembro, pelo menos na dança, foi dourado. Dezembro foi mês de sonhar, um pouquinho, com uma possibilidade bem longe da mediocridade de alguns. Foi mês de pensar que o mundo é maior e que não adianta fugir pro quintal. Mas se o quintal for a única opção, pare por favor de se lamentar e construa uma piscina! 

O que quero dizer com esse texto enorme?

Eu comecei esse texto em busca de ver as coisas boas de 2017 pois estava farta de olhar pra ele e ver apenas o que foi ruim. Estava cansada de estar tão magoada, tão chateada. Queria ver o lado bom. Acontece que não tem lado bom. Assim como não tem lado ruim. A única coisa que é preto e branco nessa vida... é o cinza!! Que não é nem branco nem preto, mas é os dois. Reavaliando meu ano e escrevendo sobre ele, pude ver que as coisas "boas" e as "ruins" estão todas tão totalmente interligadas que não sei se poderiam ter acontecido uma sem a outra. Não vou pregar a necessidade da gratidão nem nada do tipo. A questão é: as coisas acontecem como têm que acontecer. Mesmo as ruins. Mesmo a dor. A gente pede por aprendizado, mas não quer caminhar sobre o  fogo. Pede pra saber ser paciente, mas não quer ser tirado do sério. Pede por amor próprio e não quer ser desafiado a escolher por ele. Só está disposto a ser assustadoramente feliz quem está disposto a sofrer assustadoramente. Que no próximo mês desse meu ciclo eu possa enxergar as coisas com as cores que têm, sem querer colocá-las em quadrados ou círculos, na caixa preta ou na caixa branca. Se eu sou uma confusão de cores, como quero que os resultados de mim sejam monocromáticos?

Somos, eu e minhas histórias, furta-cor. 


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ponte

Lembra quando eu falava, assim, meio sem saber, sem me dar conta da força das palavras, que Deus fazia as coisas hoje, mas que nós, na nossa insistente teimosia e lentidão, só compreenderíamos essa coisa amanhã ou depois? E que tudo estava bem, porque as coisas aconteciam com tinham que ser?

É fácil aceitar essa máxima quando as coisas vão bem, não é? Quando tudo desmorona, não sobra espaço na bagunça pra paciência e esperança. Ninguém quer esperar. Queremos entender de uma vez. Ver nas tralhas algo de valor. Um único motivo que fosse pra aceitar aquilo ser como é. 

Hoje é vinte e dois de novembro. Um dia aparentemente ridículo. Aparentemente normal. Aparentemente desinteressante. Aparentemente vazio. Mas acontece que um ano atrás, as coisas começaram a se desenrolar pra eu estar aqui. Exatamente aqui. 

Uma leitura extensa, uma assinatura, um lanche de frango defumado com cream cheese. Uma frase torta. E, nesse ano, quanta água passou por debaixo dessa ponte...

Hoje, sinto alegria em olhar e ver que a ponte continua firme. E que toda a água apenas passou por ela, sem a desestruturar. Mesmo gasta, mesmo velha, mesmo feia, a ponte resiste. E muito mais água virá, com certeza... Mas a questão é que a ponte continuará sobre ela. 

E tenho certeza que, quando a poeira baixar, quando o céu se abrir num azul ridículo de desenhos infantis, eu vou ver que essa ponte gasta, velha e feia, é na verdade uma belíssima ponte estaiada vermelha ou amarela. Imponente. Forte. Linda. Digna de me arrancar lágrimas de saudade na hora do adeus. E essa ponte será não só a que tem pra hoje, mas a minha preferida.





terça-feira, 21 de novembro de 2017

Motivo (melancolia não dá ibope)

A gente finge que sabe o que quer por tanto, tanto tempo, e vai fazendo as coisas e tomando decisões, interpretando aquela pessoa que achamos que devemos ser... Temos todos os motivos, todos os argumentos, toda a lógica, todas as desculpas pra continuar agindo daquela maneira, seguir com o plano, com o jogo, com o baile.

Exceto pela infelicidade.

A carga vai ficando pesada. Em determinado momento, os argumentos não fazem sentido. Porque sempre tem um 'mas'. 

A infelicidade pesa.

A esperança vai. 

E tudo vira só melancolia.

As coisas boas ficam rasas. Os sorrisos, superficiais. O pessimismo toma conta e fica cada vez mais mal humorado o olhar. Mais devagar a caminhada até lá. Menos ansioso o encontro. Menos confortável a rotina. 

As coisas param de encaixar porque o peso do 'mas' desalinha ossos, músculos, alma e coração.

E nesse ponto, não há o que argumentar.

Contra fatos, não há argumentos, dizem. 

No entanto, as pessoas ainda se queixam da falta deles. 

Querem explicações para as coisas óbvias.

Julgam, sem tentar entender. 

Acusam, sem dar ouvidos. 

Ninguém gosta de mudanças. Ninguém gosta de instabilidade. Ninguém gosta de sair - ou ser forçado a sair - da sua zona de conforto. Ninguém quer se dar ao trabalho de ser feliz. Todos querem que a felicidade lhes caia no colo. Que a felicidade desabe sobre nós, de forma que não possamos nos esconder ou escapar. E querem uma felicidade não só indolor, mas eterna. Perene. Inquestionável. Pode querer mais, mas não muito mais. Afinal de contas você já tem o que precisa. O que tinha pedido. O que tinha sonhado. Não era exatamente isso que você queria?

Ninguém aceita muito bem ser deixado pra trás. Mesmo quando é você mesmo quem se deixa pra trás, de livre e espontânea vontade. Mesmo quando é você que pede pra ser deixado pra trás. Quando é você que não se aperfeiçoa ou, conscientemente, pede demissão (e aceitam). 

E cobram explicações. Justificativas. Argumentos...

Queremos entender. Queremos ter controle. Queremos ter certezas...

No entanto, às vezes, as coisas que a gente menos entende são, na verdade, as mais óbvias. 






sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quero voltar pra você



Quero voltar.
Preciso voltar.
Não tivemos tempo suficiente nem nos conhecemos o bastante. 
O tempo voou e parece que não deu pra eu saber tudo o que queria sobre você.
Quero voltar porque meu riso era mais fácil quando estava por aí.
Quero voltar porque meus problemas ficavam tão pequenos, tão distantes, que pareciam que não existiam - e, por isso, não existiam mesmo.
Quero voltar porque aqui minhas pernas doem. 
Aqui, eu envelheço.
Quero voltar porque aí eu me alimentava de história e de curiosidade.
Quero voltar pra minha ponte preferida. 
Quero voltar pro meu sanduíche de salmão.

Quero voltar.
Não para um passado que não se repete.
Mas pra um mundo de possibilidades e coisas a serem descobertas.
Se esse povo descobriu o meu séculos atrás, quero ser agora quem dá o troco e desbrava o país todo.
Não roubarei o ouro de volta e nem tentarei catequizá-los. 
Prometo passar quietinha. 
Com um sorriso discreto, pisar nas areias quentes e depois na água fria.
Com olhar atento, observar as pessoas e, desligando o fone de ouvido, reparar naquele sotaque tão gostoso de se ouvir (até ter decorado o jeito certo de falar cada palavra)...

Preciso voltar.
Preciso voltar porque tem ladeiras que não foram subidas. Escadinhas intermináveis das quais não reclamei. 
Quero voltar porque a Quinta da Regaleira fechava as cinco e eu não programei essa parte no roteiro. 
Preciso voltar! 
Porque não se fazem travesseiros por aqui e não comi o verdadeiro Pastel de Belém.
Preciso voltar! 
Preciso voltar pois não tirei minha foto com a estátua do Pessoa, nem vi o museu do Saramago e nem reverenciei a vida de Florbela.
Preciso voltar porque Portugal me adorou!
Aveiro precisa me rever e matar as saudades de mim!
E aquele atum em Ílhavo: segue triste sendo servido para pessoas que não o contemplam como eu. 
E o céu azul de Cascais reflete-se no mar observando que depois do terceiro dia eu não voltei mais. Deve pensar que não o amo...

Quero voltar! 
Quero voltar porque não dirigi o suficiente e nem fui àquela igreja toda de ouro brasileiro.
Quero voltar porque não comi tanto bacalhau assim e nem comprei aquela sardinha em lata com o ano do meu nascimento.
Quero voltar!
Sintra precisa de mim! Sei que ela já tem a Madonna, mas o jeito com que eu a admirava... Sei que ela precisa disso.
E Braga com seus intermináveis degraus do Santuário de Bom Jesus... Ah, se eu pudesse estar lá novamente, eu subiria todos eles de bom grado, apenas para ter uma perspectiva diferente dessa vez.
E até rezaria mais em Fátima, mesmo não sendo muito boa nisso, e procuraria não cochilar entre um sermão e outro...
Preciso voltar! 

Preciso voltar! Pra essa terra onde as pessoas esperam as outras saírem do vagão do metrô antes de tentarem entrar. 
Esse lugar onde todos dirigem loucamente, mas dão seta todas as vezes que vão mudar de faixa.
Um país onde não se vê lixo no chão, sequer em dia de eleição. 
E que tem carrinhos tão pequenos quanto meu coração quando desembarquei em Campinas.
E atendentes sorridentes em todas as padarias.
E músicas-ambiente que combinam com o tema da loja.
E poemas de Pessoa escritos nas paredes.
E arte urbana por toda a Lisboa...

Quero voltar!
Pro fado que quase me fez chorar, pro bairro cheio de bares que me explodiu de alegria.
Pras saladas, pro azeite e pras melhores olivas que já comi. 
Quero voltar pra janta improvisada com vinho de um e sessenta.
Quero voltar pro banho quente de banheira, bebendo vinho e olhando o céu.
Preciso voltar...! 
Pra companhia leve, pra Sagres gelada, pro queijo creme.
Pra conversa fiada, pro trem com ar condicionado que permite viajar com cachorros. Pras paisagens que misturam velhice e novidade.

Preciso voltar porque expliquei pra poucos motoristas do Uber se eu gostava mais de Lisboa ou do Porto e quantos dias eu ficaria e se gostaria de voltar.
Eles não sabem. Preciso voltar. 
Voltar pra janta farta de cinco euros. 
Voltar pras fotografias sem compromisso.
Voltar pra sangria na hora do almoço.
Voltar.

Voltar porque quando me perguntam do que mais gostei de Portugal, não sei dizer.
Não consigo me decidir e preciso voltar pra tirar a prova.
E se o que mais gostei for o que não conheci?
E se o mais legal for justamente o que deixei para trás?
Preciso voltar, não vai ter jeito...

Quero voltar pra você.
Pra você, Porto, com sua calma e sua limpeza e os bolinhos de bacalhau que não comi.
Preciso voltar pra você. 
Pra você, Ílhavo e sua praia larga, a mais linda que já vi, com o mar abraçando todo o horizonte... 
E pra você, Aveiro, com suas casinhas listradas, pois não tomei um sorvete olhando você...
Quero voltar pra você.
Pra você, Braga, e receber mensagens de paz das crianças e comer salmão grelhado e visitar sua Sé.
Preciso voltar!
Voltar pra você, Lisboa... doce e quente e encantadora Lisboa! Tão velha e tão nova, tão quieta e tão louca. Tão colorida e atenciosa Lisboa. Cheia dos mirantes e de pessoas do mundo todo. 
Quero voltar pra você, Sintra! E pra todo seu amarelo e azul! Quero voltar pro seu travesseiro, pro seu vinho, seus tuk tuks.
Preciso, preciso voltar pra você Cascais querida... Minha vida nunca será a mesma longe de você! 
Preciso voltar pra você, doce Óbidos e subir de novo nas suas muralhas e sentar no alto e meditar olhando pra você toda, te contemplando em sua totalidade, e talvez roubar umas azeitonas das oliveiras do vizinho...
Quero voltar pra você, Fátima! Voltar e me inspirar na fé que faz cristãos atravessarem seu pátio de joelhos e acender velas. Quero contemplar os vitrais e orar do jeito que sei nesse lugar tão cheio de energia positiva...
E quero voltar pra você, Cabo da Roca, a ponta mais ocidental do continente, olhar o mar infinito que te banha e só atravessá-lo para ir à Madeira, viver ainda mais.

Quero voltar pra você.
Preciso voltar pra você.
Pra você, Portugal! 



terça-feira, 7 de novembro de 2017

No que você acredita?

Acredito em uma força poderosa, que as vezes eu chamo de Deus, outras de "O Universo".
Acredito que deve haver vida mais inteligente do que a encontrada na Terra, em algum lugar.
Acredito que as coisas acontecem como tem que acontecer.
Acredito que é dançando que se aprende a dançar.
Acredito em sororidade.
Acredito que tem um lugar especial no inferno reservado para mulheres que traem outras mulheres.
Acredito que tem coisas que o dinheiro não compra.
Acredito que a gente só pode se arrepender do que não fez.
Acredito que cada um dá o que tem no coração.
E que cada um recebe com o coração que tem.
Acredito que somos capazes de realizar coisas grandiosas.
Acredito que família é aquela que a gente acolhe no coração com o compromisso de querer bem, apesar de tudo.
Acredito que às vezes as pessoas fazem o que é preciso ser feito.
Acredito que o tempo de ninguém vale menos (ou mais) do que o meu.
Acredito em intuição.
Acredito em honestidade. E que mais vale um cretino honesto do que um santo hipócrita.
O que me leva ao fato de que eu acredito nas pessoas.
Eu acredito que organizar o guarda roupa organiza a mente.
Eu acredito que se você foi a uma festa com um determinado sapato, deve usá-lo até o final.
Acredito em amizade entre homens e mulheres.
E que cada um pode amar quem quiser.
Acredito que o que é nosso está guardado.
E que o sol nasceu pra todos.
E que tudo é aprendizado.
E que o que 'Deus' faz hoje, a gente entende amanhã - mas entende.
Eu acredito que sempre há tempo.
Eu acredito em mudança.
Eu acredito em previsão do tempo.
Eu acredito em horário de verão.
Eu acredito em longas conversas sobre temas variados não planejados.
Eu acredito que só é mau humor de verdade se não passar com café ou cerveja.
Acredito que não devemos impor nossa presença à ninguém.
Acredito que podemos mudar de ideia.
Acredito que os outros têm direito de discordar.
Acredito que elegância tem mais a ver com o que você fala do que com o que você veste.
Acredito que nunca terminarei essa lista satisfatoriamente... E que quando terminar, ela toda já estará ultrapassada, pois já terei acreditado noutras coisas...

Acredite.

"Isto é impossível. Só se você acreditar que é.
Às vezes, eu acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã."


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em que caixa você me coloca?

Jaqueline Rosa, 24 anos
Escorpiana. Mal humorada.

Formação: comunicação social com habilitação em jornalismo

Formações extras: marketing político, coaching de vida, coaching de liderança, análise comportamental e sua aplicabilidade na gestão de pessoas, ciência política, turismo receptivo, atendimento ao cliente, captação de recursos através de leis de incentivos, massas prontas.

Habilidades artísticas: escrita criativa, fotografia, dança, frango ao creme de cebola e creme de milho.

Habilidades comportamentais: observação, organização, método, planejamento, foco, compromisso, seriedade. Atenção aos processos e não apenas aos resultados. Proposição de soluções é feita com calma após avaliação. Trabalho tão bem em equipe quanto sozinha. Rápida adaptação aos ambientes. Habilidade potencial de estabelecer amizades. Aberta a parcerias e contribuições externas. Responsabilidade. Pontualidade.  

Experiências profissionais: 5 anos como assessora de imprensa (e contando), 2 como inspetora de alunos, 8 como "filha de comerciante", função que agrega atividades de a a z.

Experiências de vida: voluntária por 4 anos numa associação de bairro em cargos de liderança, organização de eventos de grande porte com sucesso social e financeiro, candidata a vereadora com mais de 1% dos votos válidos (sem apoio, equipe ou investimentos), desenvolvimento de módulo de curso de coaching e apresentação de palestra sobre o poder das emoções nas construções dos hábitos e, portanto, da vida; revisão de um livro, reescrita de outro, correção e aplicação das normas da ABNT em dois trabalhos de conclusão de curso de Direito, ambos aprovados.

Conquistas acadêmicas: trabalho de conclusão de curso aprovado com nota 9, escrita de metade do conteúdo do livro Eclesial Branding, ainda não lançado. 

Conquistas profissionais: em 2016, fiquei entre os cinco jornalistas habilitados para o cargo Assessor de Imprensa Sênior do SEBRAE do estado de São Paulo, em uma seleção que se iniciou com 287 candidatos.

Conquistas pessoais: em 2016 dei entrada - sem herança - no meu primeiro apartamento. Em 2017, recebi meu primeiro selo de qualidade em dança árabe (Selo Dunas). Ainda esse ano, realizarei minha primeira viagem internacional. Dirijo há 6 anos, possuo carro próprio e vou a qualquer lugar com um bom GPS. 

Interesses profissionais: brilho nos olhos, desafios.

Temas de interesse: viagens, arte, leitura, organização. Empoderamento feminino, empreendedorismo, empoderamento financeiro, humanização do parto, finanças pessoais, psicologia, sociologia, filosofia, sustentabilidade, espiritualidade.


Dá pra fazer listas e mais listas de mil categorias. Mil coisas que nos aproximam e nos afastam. Volta e meia me encontro nesse dilema. Em que caixa me colocar pra me "encaixar" nesse mundo? Em que caixa você me colocaria? Quanto de si você oculta em prol da caixa principal? Quantos talentos são ignorados por você mesmo já que 'ninguém liga'? Quantos você trata como "normal" ou "ah, só faço minha obrigação" quando esse mundo já os transformou em diamantes? Quanto de si você desdenha, na esperança de que alguém compre?

É preciso estar atento.

Afinal, é a nossa luz, e não nossas trevas, o que mais nos assusta.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

mil pedidos pra você e um pra mim

A cada ano, fica mais difícil de escrever nessas datas especiais. Acontece que já são muitos anos, muitos aniversários, de cada um e de namoro e agora até mesmo de noivado, muitos natais e páscoas e dias dos namorados e outras datas mil, em que falamos muitas coisas um ao outro. Coisas que sentimos, que desejamos, que sonhamos viver juntos... 

E quando eu penso em você ou mim, é inevitável não pensar em nós. No plural que formamos juntos. Nessa nova família que começamos...

E aí, as palavras ficam pequenas demais. Porque não importa se os momentos têm sido bons ou ruins, o que importa é que quando a gente olha pra eles e olha pras possibilidades, não se imagina distante um do outro. A gente não consegue mais pensar no singular... Nossos planos estão tão misturados, nossas histórias tão cruzadas, nossos destinos tão unidos, que quando a gente olha pra gente, enxerga o outro também. E o outro passa a fazer parte das nossas dores e das nossas curas, dos nossos medos e da nossa coragem, do nosso refúgio e da nossa fuga, do nosso sorriso e das nossas lágrimas. Das nossas conquistas e das coisas que deixamos pra lá. Faz parte dos nossos planos e das nossas lembranças. Das nossas surpresas, festas, comemorações. 

Temos um ao outro na nossa torcida. Na nossa arquibancada, na nossa plateia, atualizando as páginas de resultado de concursos. Rezando um pelo outro, correndo na mesma direção. Matando as baratas, levando comida na cama, acordando com beijinho no cangote, colocando pasta de dente na nossa escova, perguntando se a tevê está alta, se o outro está com sede, o que vamos fazer no fim de semana. Temos um ao outro pegando leve no perfume em dia de rinite atacada e abusando do chocolate em dia de tpm. Eu como a cereja do seu bolo e você come a azeitona da minha pizza. 

Então, o que falar que ainda não foi dito? O que te dizer que você ainda não saiba?

Só me resta repetir: que você cresça e brilhe cada dia mais e que eu possa estar sempre ao seu lado, contribuindo com o seu crescimento e com a sua felicidade. Que Deus te abençoe com muita saúde, sorte, sucesso, simpatia, sintonia, euforia, empatia, coragem, sorrisos, felicidade, amor e alegria, esperança e determinação! Que Deus te dê paciência, força, jogo de cintura! 

E que pra mim, Deus dê a benção de estar sempre ao seu lado por pelo menos mais setenta aniversários! 

Te amo! <3 p="">

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Da Santa Casa de Cabreúva à África: conheça a enfermeira missionária Greicy Anne

Por Jaqueline Rosa



No dia 12 de maio é comemorado o Dia do Enfermeiro e essa é uma homenagem a todos os profissionais que amam o seu trabalho e abraçam sua missão


Greicy Anne Silva Amaral é uma nordestina de sorriso aberto, fala solta e brilho nos olhos, apaixonada pelo que faz: proporcionar às mães o seu primeiro encontro com seus bebês.

Enfermeira obstetra, formada pela Universidade Adventista de São Paulo, a jovem de apenas 26 anos trabalha na Santa Casa de Cabreúva há seis meses e já se mostra uma verdadeira especialista em transformações: com ela o receio vira confiança, o medo vira esperança, a dúvida vira resposta, a solidão vira risada, amizade, parceria. O frio vira humanização. Greicy – assim como as demais enfermeiras obstetras da Santa Casa – realiza um trabalho que requer muita técnica, mas mais carinho. Muito estudo, mas mais empatia. Muita dedicação, mas mais vocação. Ela acolhe gestantes no caminho até sua grande alegria: o nascimento de seu filho.

Aos 14 anos, Greicy decidiu que queria viajar o mundo e ajudar as pessoas. Escolheu enfermagem, pois saberia que com isso, seria capaz de ajudar muita gente em qualquer lugar. Segundo ela, foi através de amigos que já realizavam esse trabalho em Guiné Bissau (um dos 10 países mais pobres do mundo), que ela teve a oportunidade de vivenciar sua primeira experiência no continente africano, para onde já foi duas vezes como voluntária.

Leia o relato da enfermeira:

“A experiência que tive em Guiné Bissau foi uma das melhores da minha vida. Eu prezo muito a humanização e simplesmente não tem como ir até lá e não se sensibilizar com a situação daquelas pessoas. Eu fiquei em Bissau, capital do país, e pude entrar em contato com uma realidade surreal onde eles não têm sequer o mínimo. Não tem nem saneamento básico, é uma realidade miserável, mas lá recebi uma lição de vida incrível. Nós temos tudo e não damos valor, eles não têm algo simples e essencial como água potável, mas agradecem pelo Sol e pela Lua que iluminam o céu, a alegria e gratidão deles são imensas e esse ensinamento não tem preço.

A minha maior motivação é poder ajudá-los a cada missão, é tão bom saber que eles nos esperam e que apesar do simples o objetivo é alcançado! Para ser missionária, além de disposição, é preciso amor, afinal é o amor que muda tudo! Quando cheguei naquele país, apesar de ver tanta miséria, tive certeza que Deus existe e não se esquece dos filhos Dele. A maior prova era que eu estava lá junto com um grupo cheio de amor e disposição para ajudá-los.

Na Santa Casa minha maior realização profissional é literalmente partejar e fazer parte do momento mais importante de cada gestante. Abraçar cada uma, segurar firme na mão, olhar no olho e dizer ‘não desiste’ e no final poder entregar o que ela mais espera: o amado filho. Quando acaba e elas choram de alegria e me agradecem por ter sido um anjo na vida delas, sei que cumpri minha missão. Eu amo esse trabalho e, se eu pudesse voltar no tempo e escolher de novo, a decisão seria a mesma.”

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Só isso


Quem navega em águas facebuquianas está cansado de ver piadas como essa. E elas são tão pertinentes e, portanto, divertidas nessa fase quase-adulta-mas-não-tanto da vida que eu sempre sou marcada nelas. Ontem, uma amiga me marcou nessa postagem e eu, primeiro, ri. Depois, percebi "epa, tô rindo do quê?".

É claro que todos os itens citados estão sempre em constante evolução, mudança, adaptação, construção. No entanto, não há um que me falte. Eu ainda não tenho um apartamento próprio, porque ele ainda está sendo construído, mas já o tenho, porque já o comprei. Eu tenho emprego fixo, conquistado através do tão cobiçado concurso público, há seis anos, e meu segundo emprego de fotografia há três. Ou seja. Emprego tá tendo. Estabilidade financeira, consequentemente, também. Já que tenho emprego fixo e freelas bacanas que complementam a renda. Estabilidade emocional, posso até não ter tanto quanto queria, mas já tenho bem mais que há um ano atrás. Eu tenho um carro, que muito me dá gastos, mas que enche minha vida de caminhos e oportunidades. E tenho uma vida que, pela primeira vez, começa a tomar ares de "própria". Realizando os sonhos, ouvindo os desejos, respeitando os limites ou algo que o valha... Experimentando cursos e viagens, comprando coisas que eu sempre quis. Indo a lugares que eu tinha vontade ou que descobri agora que poderia se quisesse. Dançando nos palcos que enchem meu coração de alegria...

E eis que chegamos ao ponto central desse texto: precisamos nos dar conta do quanto estamos conquistando. Do quando nossa vida está evoluindo. Do quando os caminhos percorridos nos levaram para frente. E não apenas perceber o desgaste, o cansaço, a dor nas pernas e as bolhas nos pés.

Quem não passa pelos dias se arrastando, sentindo que a vida está parada, que nada acontece, que os anos passam e continuamos os mesmos, sem rumo, sem progresso. Eu sou essa pessoa. Semana sim, semana não, tenho crises existenciais que me arrastam pra um mar de ansiedade e fico me sentindo péssima, como quem nunca deu sequer um passo na direção certa. No entanto, um simples post me despertou a consciência e eu pude perceber o quanto já conquistei nesses últimos meses e anos. 

Ah, a consciência... tão útil quando ela vêm assim, sozinha. Quando os outros nos falam, a gente simplesmente não ouve. Não percebe. A gente tem que tomar esses tapas na cara da vida pra ver o quanto somos prósperos, privilegiados, ricos...! Tão sortudos, abençoados, capazes...! 

Queria muito que as pessoas que me cercam, todas elas tão abençoadas e prósperas e privilegiadas e ricas e capazes tanto quanto eu, se enxergassem. Que olhassem pra trás e vissem o quanto estão melhores hoje, por menor que seja a diferença. Vieram experiências, conquistas, aprendizados, dores, despedidas, coragens... Se deram novas chances, acertaram e erraram. Choraram, riram. Não importa o que falta pra ser conquistado. Onde falta chegar. O que falta fazer. Quantos lugares faltam pra conhecer. Não. Importa. 

Olhe para o que você tem. Pra sua casa. Sua comida. Suas roupas. Seu computador com internet e netflix. Seu celular bacana, com câmera e whatsapp. Olhe pra sua família. Pros seus amigos. Pra sua saúde. Pras suas pernas e braços. Olhe pros seus olhos. Pros seus animais de estimação. Pro seu emprego ou currículo. Olhe pros seus amigos. Pras suas experiências. Viagens. Cursos. Pros filmes e livros que você tem acesso. E agradeça. Só isso. Não reclame. 

Tá bem? Então tá. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

complicada, né

Sou alguém que anda sempre cheia até a borda. Pesada, intensa, prestes a transbordar. Estou cheia. De certezas e de dúvidas. De medos e traumas. Prestes a transbordar, mas não permito. Não escorro. Não me desfaço. Não porque não quero. Mas porque não consigo. 

Dores de cabeça pelo que não consigo entender. Dores de estômago pelo que não consigo digerir. E vida que segue. E se os olhos também doem, com certeza é por algo que eu não quero enxergar. 


Complicada essa vida de psicanálise. 





(Escrevi isso em julho, mas podia ter sido hoje.)



so tired

Eu fico repetindo frases prontas e atribuindo-as a Sartre como se isso fosse resolver minha dependência emocional. Fico andando em círculos, fingindo que eu sei viver um dia de cada vez, quando claramente minhas noites de sono apenas pioram, conforme a ansiedade aumenta.

Bom, dizem que admitir é o primeiro passo.