quarta-feira, 5 de abril de 2017

complicada, né

Sou alguém que anda sempre cheia até a borda. Pesada, intensa, prestes a transbordar. Estou cheia. De certezas e de dúvidas. De medos e traumas. Prestes a transbordar, mas não permito. Não escorro. Não me desfaço. Não porque não quero. Mas porque não consigo. 

Dores de cabeça pelo que não consigo entender. Dores de estômago pelo que não consigo digerir. E vida que segue. E se os olhos também doem, com certeza é por algo que eu não quero enxergar. 


Complicada essa vida de psicanálise. 





(Escrevi isso em julho, mas podia ter sido hoje.)



Um comentário:

Celso Rodrigues Duarte disse...
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