sexta-feira, 7 de junho de 2013

Onomatopeias

Tengo que confesar que a veces
no me gusta tu forma de ser
luego te me desapareces
y no entiendo muy bien por qué

No dices nada romántico
cuando llega el atardecer
te pones de un humor extraño
con cada luna llena al mes

Pero a todo lo demás
le gana lo bueno que me das
solo tenerte cerca
siento que vuelvo a empezar

Yo te quiero con limón y sal,
yo te quiero tal y como estás,
no hace falta cambiarte nada.

Limón y Sal, Julieta Venegas.

Sexta-feira. Ontem eu ganhei um livro, Notícias do Planalto. Acho que pessoas que dão livros de presente merecem todo o respeito do mundo. Um livro de setecentas e poucas páginas de "inquietação pura", como está escrito na dedicatória. Acho que pessoas que escrevem dedicatórias nos livros que dão de presente merecem todo o respeito do mundo. rs :) 

Hoje minha irmã comentou algo sobre presentes que ela teria comprado pro namorado e confesso que demorei uns minutos, às seis e meia da matina, pra entender que semana que vem tem a jossa dos dias dos namorados. Não quero mais brincar de dia nenhum. E nunca escondi de ninguém que dia dos namorados, pra mim, é só uma data comercial, seis meses antes do Natal, pra dar dinheiro. Aniversário é que é uma data só sua, só nossa... Como bem disse Julieta (que eu chamo de Rulieta, independentemente de como é a pronúncia correta) Venegas "as vezes eu não gosto muito do seu jeito de ser, você desaparece e eu não entendo bem o por quê / ... / eu te quero com limão e sal / te quero tal e como está"... E blá blá bláááááá....

De fato, cá estou eu com Cazuza refletindo aquela história sobre te odiar por quase um segundo. As vezes é mais que isso, mas é uma boa música. rs

Laia lara, la la laia...

Programação para o sábado será fazer uma porcaria de projeto de pesquisa, de um artigo que eu já escrevi e já entreguei. E depois, dança. Por a alma pra fora em movimento. Exterminar as tensões, regurgitas os sapos engolidos, relaxar, divertir... Fazer piada com as onomatopeias da Flavinha. 

Fé em Deus e pé na tábua. Bora que esse dia vai ser longo!!

Beijos!! Jaqueline Rosa



Yo te quiero si vienes o si vas,
si subes y si bajas y no estás
seguro de lo que sientes

quarta-feira, 5 de junho de 2013

As antigas cartas de amor

Porque no supiste entender a mi corazón?
Lo que había en él, porque no?
Tuviste el valor de ver quien soy
Porque no escuchas lo que está tan cerca de ti?
Sólo el ruido de afuera y yo
Que estoy a un lado desaparezco para ti
 
No voy a llorar y decir que no merezco esto
Porque es probable que lo merezco
Pero no lo quiero
Por eso
 
Me voy
Que lástima pero adiós
Me despido de ti y me voy
 
Me voy, Julieta Venegas
 
Julieta tem uma voz doce que combina com sua carinha de fada. Diferente da Tulipa, que tem uma voz aguda mas cara de quem canta como a Ana Carolina. Estou gostando dessas cantoras que quase ninguém conhece. Tulipa, Tiê, Roberta Campos, Luê e Lia Sophia (que conheci hoje). A curiosidade por Julieta veio de uma matéria da revista Bravo! onde descreviam suas músicas como "angústias dançantes". É uma delícia.
 
"Porque não consegue entender meu coração? (...) É triste, mas adeus."
 
Ainda não sei quem está certo nessa história. Li um texto que dizia algo como "obrigado por eu só ter me ferrado no amor até agora porque hoje dou valor ao cara que está ao meu lado". Primeiro que essa informação não procede. Gatos escaldados tendem a ter medo até de água fria, né. E se não for por isso que você não entende o que eu penso e sinto, não sei dizer.
 
Eu sou toda incorrespondências. Não há reciprocidade porque eu é que sou diferente. Eu é que estou fora do padrão. Mas como é difícil pensar nas situações e nos convencer de que estamos erradas, mesmo quando sabemos que estamos certas. Mulheres... E principalmente, essas que deveriam ter nascido séculos atrás, na época em que Romeus recitavam nas janelas... E que declarações de amor não eram pieguice.
 
O fato é que eu não consigo me convencer que estou errada. Que garota admitiria isso numa boa. Com certeza nenhuma que, como eu, leu tantos romances na adolescência e acha que estar com a pessoa que, ops!, por um acaso, você ama é um fato que merece comemoração.
 
Um beijo pra vocês que entendem que dias são todos iguais. Sejam eles primeiro de maio, quatro ou doze de junho. Vocês estão de parabéns.
 
"Guarde as antigas cartas de amor (...) Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine."
 
Filtro Solar, Bial.

domingo, 2 de junho de 2013

Esses cinco meses

Que dizer de uma amnesiada que esquece de atualizar o blog? Tadinho do Amnésia... Comigo a tanto tempo e eu cada vez mais distante. Tanta coisa aconteceu de dezembro pra cá... Como poderia resumir? Emprego novo. Sim, mas não começou por aí. Primeiro foram quatro longos meses de dúvidas, de medos, de impulso e resignação brigando por seus lugares dentro de mim. Um mês de férias da escola. Um passeio delicioso pra Águas de São Pedro, um carnaval molhado e sóbrio demais pro meu gosto... Hum... A vã tentativa de todo começo de semestre de ser uma aluna exemplar... A tristeza de não poder fazer ballet. A novidade das aulas de dança do ventre, que apareceram na minha vida quando eu mais estava precisando de coisas novas, experiências novas. A promessa que fiz a São José, de não comer morango por um ano todinho... O começo da realização do meu pedido... O convite. A sugestão de um novo emprego. A ansiedade absurda que me corroeu um mês todinho até que, enfim, assumisse meu novo posto. A tristeza de deixar o Johnny e a Chicletinho, a alegria de deixar pra trás tantas outras angústias. E, agora sim, o emprego novo. A paz que há muito não experimentava de querer chegar mais cedo no trabalho e não ver a hora passar. A delícia das longas e divertidas conversas com o novo chefe e amigo. A felicidade de não mais ter dor de estômago e olhares tortos pra ignorar.

O emprego no departamento de comunicação me abriu os olhos pra muitas coisas. Muitos sonhos adormecidos desde que deixei de ser aquela criança de dez anos que ficou triste por não poder fazer parte do jornal da escola até o ano seguinte. E muitos outros que, nos últimos anos, mal eram sonhados e, em seguida, eram arquivados e esquecidos. Me sinto mais livre. Mais corajosa. Mais crítica. Nesse primeiro mês de trabalho, parece que consegui organizar uma série de pensamentos que estavam muito desordenados.

Hoje digo com toda a certeza: quero ser jornalista. Livre. Independente... Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade. Quero muito aprender. Melhorar meu texto, ler mais, saber de mais coisas... Quero estudar, ser boa. Quero ser uma ótima jornalista. Quero encarar a vida de adulta logo. Quero que as coisas aconteçam. Quero fazer acontecer...

Hoje em dia, quero arriscar. Quero agir, quero fazer e não ter medo de dar errado. Vamos, ver. Quem sabe né... rss

Aguardemos os próximos cinco meses.


Jaqueline Rosa.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Chefão

"A vida é feita de fases. Para passá-las, supere o chefão." - @lbuzzetto

Hoje, encerro um ciclo. Uma temporada da minha vida que me ensinou muitas coisas. Uma fase que me trouxe motivos pra rir e pra chorar, ótimos amigos e histórias pra contar. Foram dois anos e dezoito dias trabalhando na EMEB Maria Nilza Bicalho. Dois anos aprendendo que somos todos educadores. Que devemos ser firmes, mas sem esquecer do sorriso de bom dia ou de dar colo à criança que chora de saudades da mãe. Virei perita em amarrar cadarços e reconciliar amizades entre crianças que pegam a massinha uma da outra. Aprendi as músicas do Carrossel, que a tiara colorida é da Valéria, não da Maria Joaquina. Aprendi que respeito, a gente impõe com autoridade e uns bons gritos, mas só conquista com conversa e amizade. Se vou sentir falta da escola? rs Já estou sentindo! Mas a vida segue e precisamos trilhar novos caminhos, viver novas histórias. Agradeço todo o aprendizado, o carinho e a acolhida. E não morram de saudade, que eu visito vocês de vez em quando. ♥ haha


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Só que não

"Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada."

 (Caio Fernando Abreu)
 
A pior de todas as sensações é você acreditar que você não pode contar com ninguém. Só que não. Há coisas piores ainda, como você achar que pode contar e, de repente, não poder. As pessoas gostam de pessoas felizes, animadas, sem problemas, sem neuroses, dúvidas, medos ou desilusões. Na hora do perrengue, muitos vão embora. E quem pode julgar alguém por te deixar resolver sozinho seus próprios problemas? Acontece que eu não sou dessas que vai embora. Sou daquelas que fica. Que segura a mão, abraça e empresta o ombro pra chorar. Mesmo que, muitas vezes, eu preferisse estar sendo cremada a estar ali ouvindo lamúrias, eu sempre fico. E sempre, sempre, procuro ser atenciosa e dedicada e dizer algo que poderia ajudar. Se não há como ajudar, fico ali, quieta, tentando mostrar que aquela pessoa pode contar comigo, mesmo que eu não saiba direito como.
 
E é de morrer de espanto ver o quanto as pessoas não reconhecem esse esforço e não tentam, quando sou eu quem chora, perdida, ficar. Ficar comigo. Aquela coisa de 'pro que der e vier' e tudo mais. Sempre me achei boa amiga. E, do dia pra noite, o número de pessoas com quem posso contar, pra quem posso chorar meus pés na bunda e meus medos, diminuiram consideravelmente.
 
Não escrevo mais. Não danço mais. Meu corpo amolece a cada dia e meus pulmões fraquejam com a menor subida. Não me alimento direito, não consigo nem convencer meu pai de que eu posso pagar o pedreiro pra arrumar meu quarto. E nem sequer começamos a falar sobre pintá-lo. Toda vez que sento diante de um volante eu faço uma cagada. Cadê a garota que passou na prova de baaliza com tranquilidade e não perdeu nenhum ponto no percurso, fazendo apenas metade das aulas? Me sinto inútil. Não tenho coragem sequer de me matricular na academia. Não vou mais a igreja. Batizei uma adolescente órfã de mãe que não conversa comigo direito e que não vou conseguir orientar. Muito provavelmente, durante a vida, a verei tão pouco quanto vejo a minha madrinha.
 
Parece que tudo perdeu o charme, a cor, o mistério, a alegria. Não vejo graça em quase nada. Estou o tempo todo quase chorando, pensando em coisas ruins. Não gosto mais do meu emprego e passei o ano todo sem guardar um centavo pra arrancar os dentes do juízo (até porque, sem os dentes do juízo, simplesmente largaria tudo isso e partiria pra outra, sem ficar calculando aa segurança de ser concursada).
 
"Você jamais estará disposto a ser assustadoramente feliz sem estar disposto a sofrer assustadoramente."
 
(Gabito Nunes)
 
Continuo querendo coisas que não posso ter. A unica coisa que ando fazendo direito é limpar a pele e passar hidratante nas pernas (eu me sinto melhor). Desejo imensamente mudar de vida, mas não sei direito por onde começar. Quando estava feliz, animando, me encorajando, um idiota que eu tanto admirava me jogou do penhasco, se lixando pro meu esforço e pras minhas batalhas diárias pra ser um alguém melhor. Me empurrou lá de cima e me disse que nada do que eu dissesse o faria pensar diferente. Que todo o meu esforço não havia valido de nada. Que sou fraca. Não, ele não disse isso, que sou fraca, mas foi o que ele me fez entender.
 
E o pior é que eu vou ter que, de novo, fazer tudo sozinha. Resolver tudo. Achar forças e coragem pra recomeçar. Pra me reinventar, me reencantar pela vida.
 
Beijos, Jaqueline.
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Há muito não me reconheço

Esse ano não foi fácil. Foi um período de autoconhecimento, de aprendizado, de batalhas... Mas pra aprender, muitas vezes, a gente cai, se machuca, fica triste. No fim, a gente entende que tudo isso serviu pra nos fazer crescer. E que essas tais "dores do crescimento" (decepções, angústias, medos, erros...) nos fizeram mais fortes. Mais fortes para encarar o ano que está por vir e os desafios e aventuras que ele trouxer. Poucos anos serão tão intensos como 2012. Faltou dança. Mas ainda sim, tive alegria, diversão, amigos e amor. E é isso que faz nossa retrospectiva fazer sentido: descobrir que valeu a pena.

Doeu. Crescer doeu muito. Perder a ingenuidade, a tranquilidade e, muitas vezes, a esperança doeu demais. A angústia apertou tanto o meu peito que as lágrimas rolaram soltas, inclusive na frente de pessoas que, antes por mim admiradas, me machucaram e decepcionaram. Outras, fizeram companhia somente a mim, a sujeira que cai do teto e ao meu travesseiro. Tudo bem... crecer dói mesmo. Não me arrependo das coisas que fiz e vivi, mas sei das cicatrizes que ficaram. Se viveria tudo de novo? Talvez não. Estou tão cansada... Tão diferente de tudo o que eu era... Não consigo traçar planos, nem sequer escolher meu presente de Natal.

Há muito não me reconheço...

Resolusões 2013, por enquanto.

1) Afastar o que me machuca. Reaproximar o que me faz bem.
2) Quem quer dá um jeito, quem não quer arruma uma desculpa.
3) Eu me amo, não posso mais viver sem mim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Chega o carnaval, mas não chega dia vinte

Cá estou (por que sempre começo meus textos assim, com "cá estou", ao invés de "estou indo" ou "fui"?? Talvez porque esteja sempre inerte... Será?) de novo angustiada por não estar desbravando o mundo, vivendo aventuras, descobrindo coisas e, dessa vez, buscando em mim um jeito de realizar aquilo que eu desejo.
 
Ontem comprei um espelho pro quarto. Simples, barato, com a moldura de plástico branco tão fraca que em breve ele vai quebrar. Mas eu comprei. Parece algo idiota, mas queremos um espelho no quarto desde que nos mudamos pra casa, há quase sete anos... E quebramos o galho com o que foi retirado do guardarroupas velho do meu irmão... Mas esperar sete anos pra comprar uma porcariazinha de vinte reais, além de não fazer sentido demonstra aquela eterna displicência em fazer coisas que, simplesmente, queremos.
 
E passei a reparar quais são as coisas que me arrancam risadas sinceras. Dançar me faz rir. Ver dança me faz rir. Seja a Cia Faces Ocultas, o Espaço Shiva ou o "Você é o Artista" da escola. As pessoas são felizes quando dançam... Elas sorriem e se libertam e são ainda mais incríveis e poderosas. Elas amam. Elas... elas dnaçam e não são julgadas se caem ou se não esticam a ponta do pé direito.
 
Resolução número um para 2013:
 
Afastar o que me machuca. Reaproximar o que me faz bem.
 
Dançar me faz bem.