segunda-feira, 13 de agosto de 2018

seis meses mágicos


Guilherme... Ah, Guilherme! Até agora não sei o que veio primeiro, se foi a admiração ou o amor. Mas acho que, primeiro, admirei sua sinceridade. Sua coragem. Suas cicatrizes. Eu, que sempre escondo do mundo todas as minhas dores, vi você se abrindo para uma pessoa no segundo encontro como não vi ninguém se abrir, mesmo em anos. 

Naquele momento, em que você me contou sua história eu me senti acolhida. Me senti autorizada a ser eu e aquilo abraçou minh'alma de um jeito que nunca vou esquecer. Você me ensina tanto... a desfazer meus preconceitos. A ouvir com o coração, pra entender, não pra responder. Você me ensinou que, mesmo o mundo estando cheio de gente que não está disposta a ouvir, a entender, a aceitar... você está. Você me faz sentir tão segura... Tão... realizada! Que só tenho a agradecer.

Obrigada, Gui!! Obrigada pelas risadas de doer a barriga, por me segurar tão firme entre seus braços e pelo jeito com que você desliza as mãos pelas minhas costas. Obrigada por estar comigo na minha casa. Obrigada por me ouvir e rir da minha tpm, mesmo que na hora eu não goste muito. Obrigada por esfregar minhas costas no banho e deixar eu esfregar as suas. Obrigada por me beijar quente e calmo. 

Obrigada pelos cafés e encontros de terça-feira. Obrigada por me levar para Primeiro de Maio. Obrigada por ter paciência com as minhas ansiedades. Obrigada por ser tão você!! 

Obrigada por ter parado de fumar e buscar ser sempre melhor: você me inspira tanto!! Eu olho pra você e quero ser melhor. Obrigada por trabalhar com o que você ama. Obrigada por confiar que esse é o caminho, mesmo tendo outros lugares que pagam melhor. Isso me permite, me autoriza, me incentiva a fazer o mesmo. Obrigada por ser responsável, por ser tão divertido. Obrigada pelo aconchego. Por me escolher. 

Obrigada, obrigada, mil vezes obrigada por ter concordado em vir me ver naquela terça de carnaval, seis meses atrás.

Obrigada por me emprestar sua blusa, naquele dia frio. E obrigada por ter me deixado te buscar em casa na quinta. Obrigada (obrigada, obrigada, obrigada) pela belíssima rosa vermelha. Obrigada pelos áudios no WhatsApp e pelos vídeos cantando. Obrigada por ser o marido com que eu venho sonhando. Obrigada por ser o pai que eu quero pros meus filhos. 

Obrigada por me condenar a ser feliz! Obrigada por aceitar fazer parte disso!! 

Obrigada por fazer um simples show no Sesc ser tão importante. Obrigada por me visualizar professora de dança, antes mesmo do que eu. Obrigada pelo Rodrigo Alarcon, pela Vanessa da Mata, pela Liniker. Obrigada por cada foto, cada aplauso e cada sorriso no final de cada dança. Obrigada por todos os domingos de faxina. Por cada strogonoff. Por estralar minhas costas e dançar reggae.

Obrigada por ser tão musicalmente perfeito. 

Obrigada por tocar violão. Obrigada por ser tão sabido e competente. Obrigada pela manha. Pelo charme. Por seus olhos brilharem quando me veem chegar de viagem. Obrigada... Por me provar que você existe. Que a gente existe! Que é possível, é de verdade, é nosso!

Obrigada por ser meu noivo. Por ser tão carinhoso, por me amar tanto e por deixar que eu te ame tanto - exageradamente, como é do meu feitio. Com foto, fala e textão. Obrigada pelo respeito que você tem comigo. 


Obrigada por não ser um zé ruela! hahaha
Obrigada por ser o homem da minha vida!! 

Obrigada!! Obrigada!! Obrigada!!

Obrigada, Deus. Obrigada, Tinder!
Obrigada, Gui!




NEOQUEAV.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

cabô que agora eu gosto de couve

É, terráqueos...
Se esse dia ainda não chegou pra você, certamente vai chegar. 
O dia em que você percebe que tem uma porrada de gostos iguais aos da sua mãe.
Você percebe que o tempo passou pra você.

Que você também xinga quando tropeça num tênis no meio do quarto. 
Que você também separa o lixo reciclável e agora se sente mal com o que sobra na bandeja depois de um big mc com batata grande e coca - e que as vezes escolhe comer por kilo, só pra poder empanturrar o prato de salada.
Aquele dia...
O dia em que você se pega fotografando orquídeas. 
Ou reclamando que as pessoas não saem do celular.
Ou falando que a sobremesa se come depois do jantar.
Ou pior: comendo fruta de sobremesa.

Você acorda e está cheia de manias da sua mãe. Ou do seu pai. Ou daquele chefe.
Enfim: de gente mais velha.

Chega um dia que você simplesmente se pega falando pra alguém que café bom é sem açúcar. 
Ou pior: coando seu próprio café unitário no coadorzinho de pano, acertando perfeitamente a quantidade de pó  (e não mais numa experiência maluca com cara de feira de ciências, que te obriga a fazer caretas bebendo tinta preta ou água suja ao invés de café).
É esse o dia em que você se descobre uma prevenida. Uma pessoa que tem sempre uma blusa de frio ou um guarda chuva no carro. Que vê a previsão do tempo antes de fazer as malas.
Alguém que pensa em creme de espinafre e panqueca de abobrinha.
E que em breve, muito provavelmente, estará chorando com Augusto Cury.
Alguém que tem botas (e talvez peças de roupas) marrons (!!!) e que pesquisa sobre cremes antiidade.

Alguém que almeja uma horta, usa colares de pedra e não faz ideia do que significam diversas palavras que os adolescentes usam.
Alguém que tem uma planilha de gerenciamento do próprio dinheiro.
Uma conta numa corretora de valores.
Alguém que declara o Imposto de Renda contratando um escritório de contabilidade.
Alguém que, do nada, resolveu que adora couve refogada, sabe.
E temperos naturais, em detrimento do Sazon.
E suculentas e sol da manhã.
E casa limpa e gavetas arrumadas e toalhas secas.

Cabô que agora, vira e mexe eu penso em comer menos carne.
Em beber menos e falar menos palavrão.
De repente começar a meditar...

De repente, não mais que de repente, eu prefiro doce de abóbora a bolo de chocolate.
E sucos naturais ao invés de refrigerantes.
E água saborizada não é coisa de outro mundo.
E você tem suas próprias receitas preferidas - e, claro, as cozinha com tranquilidade.

De repente, você é uma pessoa que não vê televisão.
Uma pessoa que não conhece os carinhas do stand-up.
E a ida à Disney fica cada vez mais no fim da lista.
(E nem é só uma questão de ser adulto, porque Las Vegas vem ainda depois!!)


O dia em que você percebe que está quase sempre cansado e o sofá é seu novo melhor amigo: ele chega. O dia em que não te passa mais pela cabeça se auto proclamar jovem.

Você finalmente se tornou quem você mais desejava e, claro, quem você mais temia.




Você é um maldito adulto.
Com boletos, louça suja, bigode chinês, dor nas costas.
Um adulto, cara. Eternamente condenado a descongelar a carne se quiser comer.





Bem vindo.

transtorno

Será que ela apenas potencializa quem nós já somos? Ou será que ela nos transforma, libera coisas que talvez até já estivessem ali, mas as quais nunca tenhamos prestado atenção ou deixado acontecer?

Quem costuma segurar o choro durante todo o tempo: com ela, costuma chorar?
E quem costuma engolir todos os sapos e aceitar calada todos os desaforos, de repente passa a bradar com os outros?
Os inseguros mascarados deixam aparecer todos os seus medos bobos, em palavras ou lágrimas?

Eu fico com ela, como um homem que dá de cara com um urso cego.
Imóvel. Tentando não existir enquanto ela não vai embora. Tentando não fazer nenhum barulho que atraia a atenção do urso. 

Claro que eu nunca fui boa de brincar de estátua. Mas eu tento.

Tento minimizar toda a avalanche dizendo pra mim que logo ela passa. E passa, eu sei. Mas só quem é atropelado por ela frequentemente pode ser capaz de explicar como é ser soterrado. A sensação de não ter controle do que acontece consigo... A sensação vulcânica de que tudo irá por água abaixo. Somada à ansiedade, que já é da família, ela faz com que tudo pareça insuficiente. Dentro dela, tudo são excessos. Comparado à eles, claramente, tudo que está fora só pode parecer pequeno. Mas as coisas são como são e o que mudou, no fim, foi só a perspectiva, que acaba voltando ao normal em uns dias. 

Quando ela vai embora, é como um vulcão que para de cuspir fogo. É como um suspiro aliviado de pulmões gigantes. O peso das costas diminui. O coração volta a caber dentro da caixa torácica, as coisas de dentro vão ficando menores e as de fora crescem. E, imediatamente, parece que nossa energia vital começa a se restabelecer. 

Não é à toa que lhe chamam de tensão. Eu, hoje, a chamo transtorno. Incômodo. Contratempo. 

Quando ela se vai, toda a tensão é sentida pelo corpo. Doem as pernas, os ombros, as costas, a cabeça, o ventre. É como se, ao ver o urso indo embora, a mente voltasse aos poucos o foco ao corpo e sentisse finalmente todas picadas de inseto, a dor no trapézio, a dor de barriga, o frio cortando a pele. 

A dor emocional dá lugar à dor física, que - felizmente - também passa.

E há, ainda, quem diga que ela não existe. Que é desculpa, conversa fiada - mas era de se esperar que um país que desmerece investimentos em ciência acabe por desconfiar de coisas comprovadas em teoria e prática. Também é de se esperar que ela assuste quem com ela não convive. Assusta até a mim.

Mas, acredito: aos poucos aprenderemos a conviver. Afinal, calei-a por meia década ou mais. Ela demorou pra ser ela mesma, aprender a falar. E agora, estou no processo de aprender a lidar com ela. É dificil, mas é melhor assim.

Até a próxima, querida. Nos vemos no fim do mês.



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Mas é de frango

Hoje comprei uma coxinha de presunto e queijo pro meu noivo e, quando ele mordeu, era de frango.

Fiquei pensando nisso, por horas. Na analogia que a vida me deu, logo pela manhã. Pensei em quantas vezes, no dia a dia, eu entrego uma coisa a alguém achando que terá um sabor e, quando essa pessoa recebe e da a primeira mordida, é outro.

Pensei em todas as vezes que achei que estava entregando convites, mas na verdade era egoísmo, carência. Nas vezes que pensei entregar carinho e na verdade entreguei invasão. Nos dias que achei que dava oportunidades de se abrir e na verdade foram apenas cobranças. Pensei nas vezes que pensei estar ajudando mas na verdade estava me metendo.

E ainda, nas vezes que dei sinceridade, mas deveria dar silêncio. Nas vezes que quis dar colo, mas devia ter dado espaço.

Eu erro demais. Erro o tempo todo. Trago coxinha de frango, mas juro que pedi de presunto. Fico frustrada porque erro tentando acertar. E só percebo que erro quando já é tarde demais e já errei.

Nesse caso vale ainda a boa intenção (da qual dizem que o inferno esta cheio) ou só valem as ações quando saem como planejado?

E não seria a busca por tantos acertos a real causa de tantos erros?

Não sei... sei que sou absolutamente imperfeita, errada, errante (mas nem sempre na estrada e quase nunca distante). Sei que minha intensidade pesa. Sei que minha presença preenche espaços demais. Sei que sou espaçosa e falante e cheia de perguntas inconvenientes e medos dramáticos. Peço perdão.

Sigo na luta, buscando um caminho de equilíbrio entre a fala e o silêncio, a presença e a distância, o aperto e o espaço. Sigo buscando uma forma de libertar sem abandonar. Apoiar sem pressionar, ajudar sem dizer o que fazer. Ouvir sem interromper, falar sem criticar, conhecer sem julgar.

E nessa jornada de auto conhecimento e de amadurecimento, vou errar demais. Ainda vou errar muito. Peço perdão. Peço paciência. Peço gentileza com o meu processo de aprendizado. Só posso prometer seguir em frente nessa busca de ser melhor que eu.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

do primeiro jogo de panelas a gente não esquece

Domingo foi... Bom, domingo. Típico. Como é de se esperar que os domingos dos casais sejam (pelo menos dos casais cheios de trabalho e compromissos no sábado).

Não colocamos despertador. Dormimos até dizer chega e o corpo pedir pra ficar de pé. O sol já esquentava lá fora quando, descabelados, tomamos café. Um pouco de conversa, nossa playlist na tv, um cigarro. E de repente... faxina! Ela começou devagar e foi tomando ritmo e domando a casa: o chão da sala e do quarto, todas as partes do banheiro, a grama que precisava de corte, a área e até o cobertor da cachorra: tudo foi sendo resolvido com uma intenção ímpar. Do sofá, era um olho no peixe e outro no gato. Ou seja: um vendo Greys Anatomy e outro no gato fazendo faxina. Fica aí no sofázinho descansando, ele me disse. Engoli minha intromissão e me pus a admirar. Ele fica realmente sério quando está concentrado e não tem nada mais harmonioso do que aquele homem determinado, com a mão na massa.

A barriga roncou e era hora de ir pra cozinha, missão que assumi com alegria. Cozinhar é e sempre será uma forma de amar. Na comida você coloca sentimentos. Sempre acreditei nisso... Nada de mais: arroz fresquinho, brócolis refogado, uma omelete de queijo e tomate, salada de tomate e pepino. Aquele típico almoço que a gente faz com o que tem porque tá com preguiça de ir ao mercado. 

Em seguida, mais simplicidade. Eu lavei a louça, ele voltou pra arrumação. Depois, banho e Netflix. Nos olhamos e o desejo dos nossos corações foi proclamado: sobremesa! Fomos comprar sorvete e bolacha recheada (engraçado: o ânimo inexistente pra comprar coisas pro almoço renasceu fortificado a hora de ir buscar a sobremesa...). Sem dizer uma palavra, tiramos os carros da garagem e ele me deixou dirigir o carro dele. Fomos. Não há quase nada tão gostoso quando ir ao mercado com ele. Nossas mãos firmes um no outro. A minha na sua cintura, a dele sobre meus ombros, segurando minha outra mão. Não vejo a hora de fazermos nossa primeira compra, ele me disse... Eu também não, meu amor...

Voltamos pro sofá cada qual com um pote de sorvete com Chocolícias quebradas por cima. Me aninhei naquele colo, envolta naqueles braços, recostada no seu peito e lá fiquei. Durante a maratona, sentia seu cheiro, ouvia seu coração... Estava tão em paz, tão... Plena. Dizem que felicidade é um momento que você gostaria que durasse para sempre. Sim, eu poderia ficar pra sempre naquele domingo. Naquele abraço, naquele aconchego... Nos encaixamos tão bem...

E depois desse domingo caseiro, cheio de conversas adultas sobre um breve e lindo futuro que aponta no horizonte, eis que comprei meu primeiro jogo de panelas. Um belo kit que me fez sentir tão animada com todas as perspectivas... E já as imagino sobre nosso fogão, de onde um delicioso strogonoff sairá, pra afagar meu coração faminto e celebrar mais um domingo feliz. 





Você já era meu lugar de paz, muito antes de ser qualquer outra coisa.
Você já estava predestinado a mim, muito antes do seu caminho se cruzar com  meu.
Eu já era sua, muito antes de saber que você existia.

Tudo está certo. Tudo está como deveria estar. As coisas acontecem como tem que acontecer.

E seremos - como já somos - inquestionavelmente felizes.




Neoqueav.

Que venham os próximos domingos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

palavra escrita é intenção que desabrocha

Tenho fé na força do silêncio, mas também na força das palavras.
Por isso, escrevo.
Por isso, faço terapia.
Por isso, não guardo discussões de relacionamento para depois, nem cozinho verdades em banho maria. 

Falo o que sinto que é preciso ser dito.

Outro dia, li em algum lugar que palavra escrita é intenção que desabrocha. Sempre senti isso dos textos. Quando escrevo, é como se materializasse o pensamento e, assim, ele se condensasse. No meu caso, a palavra escrita tem mais força que a palavra falada porque ela é, em sua essência, muito mais pensada. Então, eu escrevo.

No fim do ano passado e na primeira semana desse ano, tirei umas horas pra pensar o que queria para meu ano em relação a finanças, carreira, saúde - auto cuidado como um todo. Depois de desatar um nó na minha carreira como bailarina, era hora de sonhar e, mais que isso, de fazer planos. Era hora de me colocar em primeiro lugar, fazer por mim o que nunca fiz na vida: me dedicar integralmente.

E, bem, cá entre nós, entre altos a baixos, vou encerrar o primeiro semestre com todos os itens da lista riscados. Os que ainda não se concretizaram pra valer, estão encaminhados, aguardando seu tempo. Quando decidi o que queria, foi fácil aceitar as regras e trabalhar duro foi a única opção - a preguiça diminui consideravelmente quando você está determinado...

E escrevo esse texto para documentar essas vitórias, pelas quais certamente tomarei uma cerveja.

Notei que nunca será fácil a missão de tocar nossas próprias vidas. Dói. Cansa. As vezes, é solitário, caro, parece meio sem sentido. Mas a recompensa vem. Porque dessa vez, o investimento é na minha própria conta. E veio. Em janeiro, ser bailarina era só um sonho. Hoje, é real. E percebo que posso querer cada vez mais.

Hoje, me sinto satisfeita. A sensação de inércia do ano passado não existe mais. Nunca vivi tanto meu propósito, meu sonho, meu destino, minha vida, como agora. E que satisfação incomparável a de ser quem se é e - olha só! - quem se quer ser. Que delícia querer ser quem sou. É uma paz que não pretendo deixar ir nunca mais. 

Existe um orgulho em realizar. E gosto de sentir-me orgulhosa de mim. Coincidentemente é Djavan que canta no meu ouvido agora e essa noite sonhei com Portugal. Mais precisamente, que estava indo para Portugal de balão. Acho que isso é só mais um indício de que posso fazer o que quiser. Que sou poderosa além da medida. Que tenho sabedoria pra me adaptar, jogo de cintura pra lidar com as dificuldades e força pra seguir em frente. E que os sonhos nunca são impossíveis. Se eu posso ir pra Portugal de balão,  por que não poderia reformar meu apartamento e morar nele logo mais? Por que não poderia me apaixonar a primeira vista e comprar o vestido de noiva pela internet? Por que não poderia ir ainda mais longe na carreira nos próximos seis meses? Por que não poderia encontrar um homem digno, que além de tudo apoia a minha dança? Eu posso tudo isso e muito mais...!

Apenas decida o que você quer... 

Sei que encerro esse ciclo satisfeita. Seis meses de evolução. De mais serenidade e aprendizado. De mais paixão e as coisas boas que só o amor traz. De leveza e simplicidade. De desapegos e um pouco mais de calmaria. De alegrias e novidades. Um semestre em que ganhei uma nova família. Um novo abraço pra chamar de lar. 

No próximo semestre - e é aqui que as intenções desabrocham - vêm coisas novas e outras tantas se mantém. Muitas vezes, o sucesso não vem dos grandes feitos, mas da perseverança, da continuidade, da disciplina. Da teimosia. Teimo em continuar a busca pela ascensão profissional. Teimo em amar, em contribuir, em estar junto - só por hoje. Teimo em continuar buscando aquele auto conhecimento que só um bom terapeuta pode nos proporcionar. Teimo em tentar ter serenidade na hora das decisões e na hora dos conflitos. 

Intensificado será, no entanto, o cuidado com as burocracias: as finanças, as tabelas, as economias, as pesquisas de preços. Quero fortalecer as prioridades: cuidar primeiro das primeiras coisas. E entender, de uma vez por todas, que dá tempo. Que posso ter calma e fazer uma coisa de cada vez. Que sonhos não tem prazo de validade. Que alguns planos podem esperar. Quem sabe comer mais frutas e beber mais água... Mas isso é assunto pra um outro texto.

Sei que o texto inaugural de 2019 já tem lugar pra nascer. Pode ser uma bancada da cozinha, o chão carvalho, a varanda pequena, o colchão no chão, o tapete da sala. Pode ser até encostada na máquina de lavar. O objetivo do semestre é esse. Fazer as coisas certas pelo motivo certo. 

E embora tenham muitos sub motivos envolvidos no motivo principal, é ele que vai nortear as ações dos próximos meses. O sonho, sonhado há tempos, que hoje, tem nome, sobrenome, endereço e um número de identidade: treze. O 13 do bloco 5. 



Só vem, setembro.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Primeiro e último

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte...

Ontem fez quatro meses que te vi pela primeira vez. Que vidrei, sem fôlego, atordoada com a sua beleza, com o brilho dos seus olhos, com a tensão em seus ombros erguidos, envergonhada por estar com as bochechas vermelhas, parada no meio do salão olhando você.

Amanhã, fará quatro meses desde o dia do nosso primeiro encontro, primeiro beijo, primeiro abraço, primeiro apertão na bunda. Primeira vez que rimos juntos, que falamos sobre nós e sobre a vida, primeira vez que bebemos juntos. Primeira vez que te convenci a sair de casa pra estar comigo. Primeira vez que fiquei ansiosa pensando se você vinha mesmo ou não. 

E tantas foram as primeiras vezes desde então. Primeira vez na sua casa. Primeira vez na minha. Primeiro cinema. Primeiro choro. Primeiras fotos. Primeiro texto apaixonado. Primeiro show. Primeiros problemas. Primeira crise existencial, primeira falta de dinheiro... Primeiro bolo de cenoura. Primeiro almoço com panquecas. Primeira noite árabe. Primeira viagem. Primeira parada na estrada porque a moto pifou. Primeira vontade de estar junto todo dia. Primeiro churrasco em família. Primeira conversa sobre casamento, filhos, apartamentos e afins. Primeiro surto com a reforma. Primeira discussão. Primeira vez que dormimos juntos e acordamos as 7h do domingo... Primeira vez que dormimos juntos e conseguimos dormir até as 11h, primeira vez que dormimos a tarde toda. Primeira vez que ficamos 18 horas tentando escolher um filme na Netflix e aí desistimos de ver filme. Primeira vez que conseguimos escolher um filme e ver até o final rs...

E hoje, é nosso primeiro dia dos namorados. Primeira vez que me permito encher sua sala de corações vermelhos e te mimar com uma porção de coisas, com toda a licença poética para ser clichê. Para ser assustadoramente apaixonada.

Hoje, é nosso primeiro dia dos namorados. Mas... Sinto que também é o último. Sei que nessa altura do ano que vem, não seremos mais namorados. Seremos mais. Seremos marido e mulher.

E estou ansiosa pra todas as outras primeiras vezes que vamos viver juntos. E pelas segundas e terceiras e quartas... e quintas e sextas e sábados e domingos.

Você me faz uma pessoa melhor. Seu olhar melhora o meu. Sou feliz ao seu lado. Completa.

E quanto a mim... Eu só estou retribuindo!



Amo você, Gui!

Nunca se esqueça do quanto eu amo você!

Casa comigo, casa?