quarta-feira, 29 de junho de 2016

Trinta coisas sobre mim:

1 – Eu durmo muito cedo: por volta das 21h.
2 – Eu anoto coisas: na agenda, no calendário, na palma da mão, em post-its...
3 – Detesto fazer as coisas por obrigação. 
4 – Sou uma ótima fazedora. Gosto de fazer as coisas eu mesma.
5 – Eu me empolgo muito com novos projetos, novas ideias. Fico ansiosa, quero tudo perfeito. Aquele projeto/ideia vira a minha vida até passar. E então, eu preciso de outro projeto/ideia...
6 – Sou viciada em organizar meu guarda roupa – principalmente em dias tristes.
7 – Ainda sonho em ser bailarina – queria saber todas as danças, todas as modalidades. Vejo filmes de dança e sonho por semanas...
8 – Amo viajar. É algo que me completa, me faz sentir viva.
9 – Meu sonho aos 12, 13 anos era trabalhar para alguma revista de viagens e ser paga pra escrever sobre os lugares maravilhosos que eu conheceria de graça. Na verdade ainda é meu sonho (a quem interessar possa).
10 – Eu amo crianças. Vejo elas no shopping e fico comentando como são fofas, bochechudas ou pequenininhas.
11 – Eu permito que outras pessoas sejam grossas ou indelicadas comigo sem revidar. Depois eu choro, mas não consigo responder na hora. Não sei me defender.
12 – Não assisto filmes de terror. Acho babaca.
13 – Dou conselhos amorosos de graça.
14 – Adoro fotografar o céu, flores, crianças e gente que não gosta de ser fotografada.
15 – Odeio cozinhar com gente por perto – principalmente minha mãe.
16 – Sempre fui apaixonada pela França. Sempre.
17 – Não sou fã de destilados. Meu lance é cerveja ou, no máximo, um vinho.
18 – Eu me sinto velha o tempo todo. “Tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem”, como diz a Sandy.
19 – Detesto Walking Dead.
20 – Sou viciada em Grey’s Anatomy.
21 – 99% dos filmes que você me perguntar se eu vi a resposta é não.
22 – Comi muita alface durante a infância porque minha mãe dizia que ia deixar meus olhos verdes. Fui enganada.
23 – Amo fazer aniversário. Amo comemorar o meu aniversário. Amo. Amo. Amo.
24 – Já tive uns oito blogues. Um (www.amns2ia.blogspot.com) ainda persiste, desde 8 de julho de 2008.
25 – Sonho em ser doula.
26 – As vezes queria ser outra pessoa. Outro rosto, outra história, outro país.
27 – Eu amo meu nariz.
28 – Eu acredito em extraterrestres, mas não em fantasmas.
29 – Aprecio tudo que me direciona ao auto conhecimento.
30 – Quando a Nova Brasil FM passou a ser Nova FM e começou a tocar músicas internacionais uma parte de mim morreu.
Brinquem também, é um ótimo exercício de auto conhecimento.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Roda da Vida

Aposto que se você for fazer uma lista de cabeça sobre áreas da sua vida vai falar trabalho, lazer, família e, talvez, amor. Sim, temos mesmo o costume de passar batido nas coisas importantes.

Família é com certeza uma área esquecida, se você não for o chefe dela. Afinal, nós, jovens, temos aquele hábito de fugir do nosso habitat natural e nos escorar em outras casas, outras famílias. Relacionamento amoroso, pelo menos para mim, é a área de maior investimento, embora não seja tão simples de garantir satisfação total, pois sempre há o que melhorar. Já a vida social, ela parece completa até que você para pra pensar quantos amigos você já deixou pra lá por pura preguiça de puxar assunto ou marcar jantares. Péééééééé nota zero pra boa vontade.

Em seguida, vem a espiritualidade. Oi? O que? Eu? Duro cuidar da sua espiritualidade quando não se prende a rótulos religiosos. Ultimamente, Ju Marconato tem me inspirado melhores sentimentos  que todos os apóstolos e mártires. Mas afinal, por que deixar nossa paz interior tão de lado? É a área realmente abandonada, cheia de teias de aranha. Depois, a diversão. Ah a diversão. No meu caso, dançar e ver dançar. Ah  e a satisfação que isso traz. Mesmo se fossem menos horas, a satisfação seria a mesma. Tão energizante, relaxante, empolgante, emocionante... 

Em seguida, a plenitude. Você está satisfeito com quem você é? Hum... Próxima!

Contribuição. Ser voluntário, fazer doações, ajudar o outro, ser gentil, ser cordial, respeitar. Lições que eu tento, eu juro, por em prática no dia a dia. Mas é tão difícil se elevar, não é? Não posso me dizer satisfeita com os resultados. 

Financeiro. A área que, nesse momento, está recebendo muitas energias. Para conquistar, para aprender, para poupar e ter. Difícil, mas estamos investindo forças. Já já, os resultados virão.

Depois, o propósito. Onde você quer chegar? Sabe pra onde ir? Como chegar lá? Cof cof...

Então, depois vem a disposição. O auto cuidado: com a saúde, a alimentação, o corpo, a qualidade do sono, etc. Tudo bem, tranquilo e favorável. Dormindo até de mais. Faltam as frutas, as verduras... Mas quem sabe com a horta...

Daí vem o emocional. Abalado a ponto de me fazer vomitar e emagrecer vários quilos, que as pessoas insistem em reparar que perdi. Difícil investir nessa área. Como cuidar do nosso emocional? Tenho tentado evitar as tretas, respirar fundo e cultivar o silêncio, mas é tão difícil, tão difícil... E não tem sido o bastante, pelo visto.

E então, o intelectual. A auto imagem profissional, os cursos, os interesses, as chances de melhorias... Uma área que consome grande parte das nossas horas semanais, mas que nunca é o bastante. Queremos sempre mais que ontem, sempre mais que hoje. 

Uma área está ligada a outra. Sem emocional equilibrado, o intelecto sofre, a espiritualidade vai a míngua, perdemos a diversão, esquecemos o amor, o propósito, não temos forças para contribuir... E por aí vai.

Quando preenchi minha Roda da Vida é que notei como estou em desequilíbrio. Como invisto em uma área, talvez duas ou três e esqueço que as outras existem. É um bom método estratégico de avaliação e definição de objetivos. 

Quem tiver interesse, esse é o link: http://www.mrcoach.com.br/teste-roda-da-vida.php

Pra mim, valeu a pena. Me abriu os olhos. Espero daqui uns tempos, ver melhorias.


terça-feira, 8 de março de 2016

Desconstrução

Oito de março de 2012. Quatro anos atrás: as (as vezes) malditas lembranças do facebook me mostraram o que publiquei nesse fatídico Dia Internacional da Mulher.

Coisas como:


Olhei isso e, francamente, não ri. Na verdade me questionei por que teria publicado uma babaquice dessas. 

Quando vi esse quadrinho hoje, vi meu processo de desconstrução. Vi que "se revoltar com o corpitcho que não é mais o mesmo", "se matar na academia", "sair do sol pra não dar rugas" e "sair com a cabeça doendo do salão" tem a ver com não se encaixar no padrão de beleza imposto pela mídia/sociedade e a não aceitação de quem se é realmente. O que leva mulheres a se odiarem, a desejarem o suicídio, a não serem felizes. A mentirem pra si mesmas. A estarem com pessoas que reforçam esses sentimentos. A odiarem outras mulheres. A fomentarem a competição.

Vi que "trabalhar fora e ainda conseguir cuidar da casa e dos filhos (e do marido e dos pais doentes e do cachorro e das plantas e da decoração do apartamento e de manter o armário abastecido)" é a reafirmação da ideia de que a mulher conquistou o mercado de trabalho, mas que todo o resto continua sendo "coisa de mulher": lavar a louça, a roupa, fazer o almoço, limpar a casa, trocar fralda. Mas as obrigações não param aí, não é mesmo? Tem que estar em dia física, estética e emocionalmente. Ser carinhosa, atenciosa, delicada, sensual. Vi o quanto publicações como essas, inocentes, reforçam conceitos de mulher pra casar. Mulher pra não casar. Coisas de mulher e coisas de homem. 

Sabe essa mocinha toda vermelha gritando de raiva por uma briga no telefone? Pode ser eu, pode ser você - tendo simples acessos de fúria - e pode ser aquela amiga que na verdade está sendo incentivada a acreditar que é maluca. Isso chama *gaslighting* e é um tipo muito sério de assédio, em que a mulher é levada ao descrédito (você é louca, sua neurótica, exagerada).

Sabe se arrumar cuidadosamente pro amado? Então, faço isso sempre. Todas fazem. E devem fazer. Os amados também. Adoro quando o meu se arruma pra sair comigo. Mas façamos isso com algumas coisinhas bem esclarecidas na cabecinha: quem tem que te amar, te achar bonita, sensual e bem arrumada é você. Não outra pessoa. Amor próprio é um processo de construção e desconstrução. O mundo vende muito mais quando a gente se odeia: de cosméticos a antidepressivos. Acha que vão incentivar o amor e a aceitação? É difícil, eu sei. Mas precisamos ter forças e construir esse amor dia após dia pra, um dia, ele ser firme, consistente, real.

Tudo isso pra dizer que, em quatro anos, eu mudei. 
Hoje, eu leio. Eu estudo. Sobre estupro. Sobre direitos humanos. Sobre violência obstétrica. Sobre humanização. Sobre revenge porn. Sobre racismo. Sobre amor próprio. Sobre negras assumirem seus cabelos. Sobre violência doméstica. Leio relatos. Ouço mulheres. Participo de grupos. Hoje, antes de julgar, pondero. Antes de apontar o dedo eu penso "e se fosse comigo?", antes de compartilhar algo ou de rir de alguma coisa eu penso em quem está sendo humilhado. 

Sabe o que quero de dia da mulher? Quero sororidade. Sim. Quero pagar o mesmo que um cara pra entrar na balada (porque hoje eu entendo o que isso significa). Quero partos respeitosos. Quero me sentir segura. Quero que outras mulheres se sintam seguras. Quero que a sexualidade seja respeitada. Quero que a louça seja responsabilidade de quem sujar. Quero que quem ganhe mais pague a conta. E se ganharem igualmente, que dividam. Até a do motel. Quero que parem de dizer que conseguimos um aumento ou promoção por sermos bonitas, mostrarmos os peitos ou dormirmos com os chefes. Quero que parem de nos dizer o que vestir. Quero que as marcas parem de usar nossos corpos para vender. Quero que cervejas, videogames e carros de corrida sejam vendidos pra mim nas propagandas - e fica a dica: eu não compro cerveja por causa dos peitos da Verão tá? Quero ser ouvida na reunião de trabalho. Sem ser interrompida e sem que um homem leve os créditos pelas minhas ideias. Quero poder ser mãe (ou não ser) sem que desmereçam minha escolha. Quero poder ter poder. Sobre meu corpo. Minhas escolhas. Minha vida. Meu tempo. 

Quero que o mundo fique cada vez mais chato. Que cada vez mais coisas importantes virem pauta, ganhem os TT no twitter. Que vejamos mais "Minas na História", "Beyoncé Feminista" e "Empodere Duas Mulheres" e menos "Mais uma mulher morta"*. 

Que mais TEDx chamem mulheres. Que mais veículos façam o que o Youtube está fazendo (dando espaço e voz a mulheres empoderadas para que empoderem ainda mais mulheres). 






Amém.





*não literalmente, porque a página é maravilhosa, mas que ela tenha menos conteúdo pra divulgar, isso sim seria um sonho.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Acúmulos

Aí vem a verdade: o autoconhecimento traz a vergonha.

Não sei direito por onde começar. Sabe aquele programa da tevê por assinatura, em que as pessoas caminham por pilhas de lixo, que estão entulhadas nas casas delas, de tantas coisas que elas acumulam? E você olha e fica pensando "meu deus, como elas deixaram chegar nesse ponto?" Pois é. Antes de achar esquisito, antes de achar nojento, de zoar, de julgar, façamos um exercício.

Exercício:

Vá até seu quarto munido de tempo e paciência, de preferência naquele dia em que as roupas sujas voltam magicamente limpas e passadas para seu quarto. Conte quantas calças você tem. Quantas camisas. Quantos calçados. Quantos livros. Quantos acessórios. Quantos perfumes, cintos, hidratantes, dvds, etc. Agora pense: você sabia que tinha tudo isso? Acha que precisa de tudo isso? Acha que tudo bem você ter tudo isso e continuar comprando/desejando coisas? Você usa todas essas coisas que você tem? 

Fim do exercício.

Se você não é nem Buda, nem Dalai Lama nem Madre Tereza: você provavelmente vai ter vergonha de ser quem você é no fim desse exercício. Porque somos pessoinhas que compartilham coisas bonitas no facebook, somos a geração que mais fala de sustentabilidade e nossos guarda-roupas (o meu, pelo menos) continua abarrotado de coisas.

Se tenho vergonha? Tenho sim senhor. E é sobre a minha vergonha que quero escrever.

Aqui começa o texto "Acúmulos"



Um dia (o lobo mau bateu na porta) resolvi contar quantas calças jeans eu tinha. Eram muitas e há muito tempo não comprava nenhuma. Mas eram muitas, mais de vinte. Calças de dez ou dois anos, calças que nem serviam mais, calças que nunca tinha usado, calças que não gostava e umas cinco que usava sempre. Doei várias e, ainda assim, continuo com mais calças jeans do que sou capaz de usar. 

Com minha mania de limpeza e organização reforçadas por vídeos do Youtube e páginas do Facebook, resolvi fazer o mesmo com a sapateira, na semana passada. Usei dicas de youtubers, coloquei revistas nas botas, para que os canos não amassassem, limpei, comprei desumidificadores e aquele produto que dá brilho nos sapatos, separei seis ou sete pares bons para doação e, por curiosidade, contei os que voltariam para a sapateira: trinta e quatro pares de sapato. Trin-ta-e-qua-tro! Posso usar um sapato por dia durante o mês todo e sobra sapato!!! 

Achei tão absurdo! Estou obcecada por esses números enormes! Tudo eu tenho demais. Não há nada que me falte (a não ser meias, não sei o que acontece, elas simplesmente somem!). O que mostra que: sou extremamente privilegiada por ter tudo que preciso e mais um pouco; que não preciso gastar dinheiro com essas coisas até 2040; que sou acumuladora; que era hipócrita (eu nunca, nunca mais direi que não tenho o que vestir, não importa o que digam as blogueiras de moda); que era extremamente desorganizada.

Porque gente organizada certamente saberia onde estão as outras quinze calças jeans que não usa no dia a dia e ao encará-las todos os dias ou se livraria delas ou não teria coragem de ser hipócrita e dizer que não tem o que vestir quando muita gente realmente não tem. 

Acelerando um pouco a linha de pensamento

Por que nos enchemos de coisas?
Por que comprar coisas se não podemos comprar uma mini horta de temperos sem grotóx pra por no quintal?
Por que compramos coisas se as coisas mais legais não são coisas?
Por que não usamos esse dinheiro pra conhecer o mundo
Por que achamos que as pessoas ligam pro que estamos vestindo?
Por que temos tanto apego?
Por que temos sentimentos por coisas? Não seria melhor te-los por seres (humanos ou animais)? Por lugares? Por cores? Por mares? Por sons? Por cheiros? Por palavras? Por gestos?
Por que, mesmo que inconscientemente, fazemos coisas das quais nos envergonhamos?
Por que olhamos tanto a vida dos outros e não prestamos atenção aos nossos vícios e erros?

Que tal

Adotar aquela postura do menos que é mais?
Guardar dinheiro? Investir e multiplicar?
Fazer uma horta e parar de comer agrotóx?
Cozinhar mais pra mais amigos?
Aproveitar o monte de coisas que você tem de verdade?
Ler os livros antes que eles mofem e precisem ir para o lixo (ou doá-los logo para a biblioteca da cidade)?
Dar uma de Cris Guerra e ser seu próprio estilista e parar de ouvir o que os outros dizem sobre moda?
Que tal cuidar mais da gente por dentro?
Que tal ser um pouquinho mais parecido com as pessoas que você admira?

Hein? Hein? Hein? ;)





PS: desafio do closet é um desafio em que você fica seis meses sem comprar artigos de closet e não pode repetir o look nenhuma vez, apesar de poder repetir as peças.  É uma brincadeira bacana de criatividade e conhecimento. Além de economizar bufunfas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Pensando, pensei

Experiência própria:

Às vezes, por mais difícil e louco que pareça, você resolve tentar conquistar uma coisa pra sua vida. Algo que quer muito, algo que quer pelo menos tentar, "fazer uma pra Deus ver", como dizem. Aí, você vai e tenta. No caminho entre o querer e o conquistar você invariavelmente irá encontrar: pessoas que te amam, querem seu bem e por isso te ajudam; pessoas que te amam, querem o seu bem mas não te ajudam; pessoas que deixam de ajudar porque simplesmente não podem ou não conseguem ou não sabem como; pessoas que não te ajudam te propósito; pessoas que te atrapalham sem querer e pessoas que te atrapalham de propósito. Cada uma dessas pessoas tem um papel na sua busca. Como você reage a cada uma dessas pessoas, é com você. Minha dica é: enfrente. Em frente, sempre. Cada dificuldade, seja ela promovida por uma pessoa ou por uma circunstância, pode ser usada como incentivo, como trampolim, como degrau. Você pode até desistir e culpar essa ou aquela pessoa pra sempre e, vou dizer, isso nada vai mudar na vida dessa ou daquela pessoa. E nem na sua. Você vai continuar exatamente onde você está, com o acréscimo apenas de mentiras pra si mesmo. Ou, ao invés disso, você pode dizer que 'apesar de você, amanhã há de ser outro dia' e pensar: como posso resolver isso? Como posso dar o próximo passo? Para ir mais longe, qual o melhor caminho nesse momento? E assim, com um pé atrás do outro, devagar, você inicia uma das coisas mais incríveis e necessárias da vida:




o movimento.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

em frente

Há tempos que não choro. Que não escrevo. Que não improviso verdadeiramente uma dança. Não que não haja choro pra chorar, textos pra escrever ou músicas pra dançar. Há, sim. Está tudo acumulando dentro de mim. E por mais que queira, não consigo.

'Estou desenvolvendo um bloqueio', tenho dito à mim. E talvez esteja.

Há tempos que cuidar de mim deixou de ser prioridade. Há tempos que não abro uma cerveja despreocupadamente. Há tempos que não fecho os olhos sem medo de dormir pesado demais. Há tempos que meus medos vêm se acumulando...

Enfrentar. Ir em frente. Parece simples, mas não é. E como eu mesma vivo dizendo: as coisas mais difíceis normalmente são as mais importantes. Pois é. São.

Quando você se arrisca, dá um passo rumo ao desconhecido, a probabilidade de dar errado existe e o medo disso acontecer - as vezes temos até certeza - é enorme. Mas tenho adotado outra máxima na minha vida: resolver problemas é uma delícia.

Claro, que por problemas quero dizer coisas com as quais não queremos lidar. Problemas, questões, brigas, medos, verdades. Coisas difíceis e, como eu já disse, as mais importantes.

Sei que ter problemas é um saco. E será pior, tanto quanto pensarmos neles como tal. Mas resolvê-los... é uma delícia. Ver desafios superados, medos vencidos, compromissos cumpridos com louvor, tarefas realizadas... É tão gratificante que um nos impulsiona para resolver outro e outro e outro. 

E de repente conhecemos a coragem. Que pelo que ouvi dizer a etimologia remete à agir com o coração. Mas não aquela coragem heroica da literatura. Uma coragem amedrontada, temerosa. Externa. Uma coragem completamente racional, por se tratar de uma decisão: preciso enfrentar. 

Confuso né? É que há muito não escrevo, não danço, não choro... Acho que desaprendi. Talvez esteja desenvolvendo um bloqueio. Não sei.

O que quero dizer, por fim, é que as vezes - tenho fé - ir em frente compensa. Insistir dói, cansa, mas nos faz chegar lá. 

Assim como acreditar pode nos encher de desesperança, pode nos fazer voar.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Jout Jout



Eu com 472 coisas pra fazer - e nem consegui almoçar pensando nisso.
Essa é a Jout Jout (pronunciem o t por favor). Esse foi o primeiro vídeo dela que eu vi e já fui lá curtir todos os canais dela. 

Jout Jout fez a parte dela fazendo esse vídeo. A pergunta que fica é: você vai  fazer a sua vendo até o fim?