segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Na ponta dos pés

É difícil explicar a magia, a felicidade de estar em cima de um palco. Poucos são os que entendem porquê a gente sente dor, stress, agonia, fome, medo, vergonha e, ainda sim, sobe lá e sorri. Quase ninguém compreende que nossas lágrimas não são absolutamente nada se comparado com o êxtase de fazer aquilo que a gente ama. Dançar - principalmente com a sapatilha de ponta - foi um sonho que eu realizei. Impossível descrever tamanha alegria! Foi um momento simplesmente único, do qual nunca, nunca esquecerei.

Beeijos, Jaqueline.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Não vejo a hora

Mais um ano está chegando ao fim - e esse é um começo de texto muito clichê, eu sei - e essa época do ano me faz dar um valor imenso as coisas que eu tenho e vivo. Mesmo àquelas coisas das quais eu reclamei meses a fio. Nessa fase do ano, de encerramentos, despedidas e desenlaces, eu gosto de sentar, pensar na vida, relembrar histórias, agradecer, rezar, fazer planos... E pode parecer bobagem pra essa gente que acha que dezembro é um mês qualquer. E pode até ser bobagem mesmo, mas acho que a gente deve se dar ao luxo de confraternizar com as nossas loucuras, desejos e manias, mesmo que de vez em quando.

Estou cansada de fazer planos, de sonhar com coisas e não poder realizá-las. Perco mais tempo sonhando que realizando e não tem funcionado. Estou com preguiça de traçar estratégias. Quero a liberdade do nada a ser feito.

Mas quero agradecer a Deus, ao universo, às partículas cósmicas ou quem quer que seja. Depois de tanto chorar com medo de que desse errado, consegui meu emprego do lado de casa e, com grande orgulho e felicidade de doer o estômago, voltei pro meu sonho de infância de ser bailarina clássica.

E mais de oitocentos reais depois, em seis meses investindo no meu sonho, entre mensalidades, sapatilhas, fitas, tintas, elásticos, vestidos, saias, óculos e meias, vou me apresentar no TEMEC, em Itu, no próximo domingo. Já estive tão ansiosa que a ansiedade acabou e agora veio a paz. Mas uma paz apressada, carente, doida e doída. Não vejo a hora de calçar as sapatilhas e subir ao palco.

Não vejo a hora de chegar o Natal pra usar meu vestido novo. Não vejo a hora do ano novo cheio de fogos de artifício. Não vejo a hora de poder dirigir. Não vejo a hora de dormir até meio dia, acordar e ficar de pijama o dia todo vendo televisão.

Não vejo a hora de 2012 nascer.

Beeijos, Jaqueline - abandonada.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

T F M

Das pessoas que passam em minha vida, eu só quero que você fique.
Das coisas boas que você me ensina, eu só quero que você repita.
Dos pedaços de histórias que dividimos, eu só quero que você não esqueça.
Das saudades que já senti, eu só quero que você também sinta.
Das vontades que tenho, eu só quero que você não canse.
... Das vezes que pensa em mim, eu só quero que você goste.
Das faltas que me faz, eu só quero que você me pague.
Das tristezas que acontecem, eu só quero que você me console.
Das graças que faço, eu só quero que você sempre ria.
Dos pequenos prazeres que vivo, eu só quero que você faça parte.
Dos grandes momentos que chegam, eu só quero que você compartilhe.
Dos pedidos que tenho pra fazer, eu só quero que você me namore.

♥ (texto do TF Moralles, mas parece que é meu)

Estou, nesse segundo dos vinte e um minutos das dez horas, absolutamente calma. Queria me teletransportar pra uma sombra à beira mar, com direito a brisa e suco de laranja gelado, só pro clima combinar com a minha calmaria. Depois de tanto stress no trabalho, no ballet, na costureira... Que mais posso querer eu que uma silenciosa hora de almoço, só eu e Maria Gadú?

Quero férias, quero Natal, quero ballet, quero rock and roll! Quero presentes, quero paz, quero cartões, quero roupas prontas, quero sapatilha de ponta, quero piscina. Quero praia, quero sol, quero a eternidade.

Quero ler os livros que eu paguei uma fortuna na Nobel em outubro.

Quero namorar, passear, sentir o vento, a chuva, o beijo.

Beeijos, Jaqueline.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Crônica

será que vira livro? hoho ;)

Seu
De vez em quando, a gente deixa de ser quem é pra ser aquele por quem alguem se apaixonou. Não que deixemos de ser nós mesmos. Nossa essência nunca muda. O que acontece é uma adaptação. Pequenos detalhes se transformam pra manter uma história nos trilhos. E minha história saiu total e descontroladamente dos trilhos.

Desde que subi naquele trem, um mês atrás, sabia que algo havia mudado. Não sentia dor, nem medo, nem saudade. Meu único desejo era partir. Sair daquela cidadezinha e ir para um lugar onde ninguém me parasse na rua pra conversar nem soubesse meu nome. Não estava em depressão, nem tampouco fugia dos problemas. Eu não me abandonaria, então não tinha porque correr. E talvez o problema nem fosse eu. Talvez fossem as propagandas de pasta de dente ou os cartões de Natal.

Quando levantei aquela manhã, depois de ter chorado todas as lágrimas que possuia, anda com a cara inchada, abri o guardarroupas a procura de algo. Fruto de anos de trabalho e dedicação, lá estava ele: meu album de fotografias com capacidade pra mil fotos, encadernado em couro marrom, com toda a minha história. Lá estava eu bebê, meus pais, irmãos, amigos, minhas festinhas juninas, os bares e festas da faculdade, e, então, ela, com aquele par de olhos verdes intrigantes. Ela sorria pra mim como se zombasse dos meus olhos murchos. A partir daquela foto, ela estava em todas. E nas quais ela não aparecia tinha certeza que ela era quem fotografava. Durante anos, eu e minha mania de colecionar e meu transtorno obcessivo compulsivo de organização, catalogamos aquelas fotos por ordem cronológica. As últimas páginas permaaneciam vazias, aguardando as próximas fases de um relacionamento que não existia mais.

Ver aquelas fotos fez com que toda a dor se transformasse em raiva e aquele resto de amor, que diria sim se ela voltasse, se azedar como comida na geladeira. Depois disso, veio o desespero, a dúvida. Não poderia me livrar da parte mais bonita e interessante da minha vida, nem sobreviveria muito tempo encarando aquele sorriso perfeito.

Minha cabeça girava e percorria o apartamento lembrando de onde mais ela estaria, senão nas fotos. Meu livro de cabiceira, meu abajur, minhas camisetas gola polo, aqueles cds, aquela torta de frango em cima do fogão, a escova de dentes nova que ela comprou quando viu o estado da minha. Meu relógio, aquele cinto azul horroroso, aquele perfume importado.

Podia jogar fora. Ela não se importaria. Talvez queimasse. Ao menos ela ficaria com dó da camada de ozônio. Gostaria de gritar. Mas não tenho forças sequer pra abrir a boca.

Queria que ela me ligasse. Já que ela mesmo não me atende. Queria que ela estivesse aqui pra brigar que eu estou com os chinelos velhos, sendo que ganhei novos da minha mãe um tempo atrás e pra brigar comigo porque eu esqueci do nosso aniversário de namoro.

Queria que, de repente, ela entrasse por aquela porta, com seus sapatos limpos e seu penteado impecável, pronta pra brigar comigo por estar comendo doce antes do jantar. Daí ela faria aquela cara brava com as mãos na cintura e eu riria. Ela balançaria a cabeça negativamente e diria que eu não tenho jeito mesmo. Daí tiraria os sapatos caros e viria sentar no meu colo pra me roubar um beijo.


E eu voltaria a ser exatamente aquilo que eu amo ser: seu.

Ai ai, eu e meus pseudo ensaios. Livro que é bom não escrevo nenhum né. Blá.

Beeijos, Jaqueline.

Alive

Estou pobre, super atarefada, ansiosa e, ainda sim, muito feliz. É incrível como, na vida, a gente não precisa de muito pra sorrir, e a gnt só percebe isso quando fica feliz mesmo no dia de pagar a fatura do cartão de crédito. Todo ano, quando ele está pra acabar, faço uma lista de agradecimentos e preces. Acho que, por pior que o mundo esteja, ele fica mais bonito no Natal. Dezembro tem o dom de transformar a atitude das pessoas. Apesar da correria, dos gastos, do stress pra comprar presentes, do 14º que não chega nunca. Reparem que as duas maiores reclamações das pessoas (eu, inclusive) são essas: falta de dinheiro e falta de tempo. Mas eu tenho um salário e tenho 24 horas por dia - e posso gastá-los como quiser.

Dessa forma, parto do princípio de que essas considerações são tão inválidas quando 2 e 2 são 5. Tempo é questão de preferência e dinheiro, de auto controle. Dinheiro não mofa guardado na conta. Pode deixar lá quietinho que ele não estraga. E quanto ao tempo, bem, o tempo não utilizado vai embora. Some. Desaparece como num feitiço. E não há mágica que o recupere. Portanto: economize dinheiro e gaste todo o seu tempo. Não deixe de viver um minuto sequer da sua vida, mesmo que seja pra ver Paula Fernandes às 4h da manhã de uma segunda feira. Viva, mesmo que seja pra cair e chorar de vez em quando. Corra e não deixe o tempo escapar. Agarre-o com força e aproveite cada pedacinho de vida que há nele. Não se deixe enganar. Os preguiçosos, os covardes, os solitários... Esses desperdiçam tempo e vida. Viva! Seja pra rir, rpa chorar, sofrer, torcer os tornozelos, cortar as mãos, bagunçar os cabelos, suar, sentir. Tranforme o mundo e faça dele o seu lugar especial.

E no fim do dia, pare um minuto e agradeça a Deus pela oportunidade de fazer daquele dia mais um na sua história. Por poder estar perto de quem você ama, apesar de todas as diferenças. Por poder abrir os olhos e enxergar. Por produzir o próprio sangue, a própria insulina, os próprios anticorpos. Agradeça a Deus por existir. Agradeça por fazer parte da vida de alguém. Agradeça por cada minuto, bom ou ruim, vivido. E vá dormir.

No dia seguinte, recomece.


Beeijos, Jaqueline.

Férias


Mas só da faculdade. E vamo que vamo!

Beeijos :*, Jaqueline.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Imagine

"Imagine um lugar bem bonito, bem verde, bem calmo, sons de passarinhos, cachoeira, o dia está lindo...". "Tá, imaginei, só que tô ainda mais ansiosa porque em lugares como esse dificilmente existem farmácias por perto...tem heliponto nessa porra desse lugar caso não dê tempo dá ambulância chegar?". "Tá, então imagina um...um...é...hmmm....deixa eu ver...". Adoro como eu sempre ganho dos terapeutas menos criativos.


 
Tati B.

Fim de ano já é aquela loucura. Há meses não escrevo. Há meses não consigo pensar em nada que não tenha o prexifo "eu tenho" ou "eu preciso".  Pouquíssimas vezes tenho escolhido a opção "eu quero". Isso é chato. Dizem que é assim que a gente vê que tá ficando ranzinza. Quando perde a paixão. O tempo, cada vez mais curto, tem atrapalhado. Mesmo assim, sigo em frente.

Minha alegria de viver tem sido o ballet clássico, onde encontrei toda a paixão e a ansiedade que gosto de sentir nas coisas que faço por simples prazer. Apesar da correria pré-espetáculo (que, ainda sim, é uma delícia) tenho me sentido bem dançando como nunca me senti fazendo coisa alguma.

Das coisas ruins, quero esquecer. Fico chateada com a pressão e a cobrança, as pessoas não entendem que eu não vivo pra fazer coisas pra elas. Tenho, sim, sonhos, objetivos e anseios, mas tenho também o emprego, a faculdade, o ballet, a carta de habilitação, a família, etc etc que me roubam tempo. Não me dedico 100% a nada. Porque isso significaria não me dedicar absolutamente nada a alguma coisa. Prefiro me dividir e ir fazendo devagarinho, até que fique pronto.

E não vou exigir de mim mais do que eu puder dar. Em nenhum dos âmbitos da minha vida. Melhorar sim. Mas pirar por não ser perfeita. Sorry. Tenho mais o que fazer.

Fora isso, fim de ano é uma época em  que, apesar da loucura, gosto de pensar na vida e nas pessoas. É uma época importante pra mim, mesmo que hoje em dia Natal não signifique quase nada pra ninguém.

Espero que todos estejam bem e tenham um restinho de semana iluminado.

Beijos e desculpem o sumiço.

Jaqueline.