As menininhas, meigas e magras, com o olhar brilhante, quase choroso, me apaixonaram por um motivo: me fizeram acreditar que eram perfeitas. Mas a verdade é que as bonecas de porcelana, belas e altamente quebráveis e dependentes de mim, nada mais eram que garotas falsas e cínicas que, na primeira distração, se mostram sim muito infantis, mas com manias absurdamente irritantes como o egoísmo e a vaidade, além de serem totalmente metidas e mimadas, e que tudo o que elas queriam era apenas um capacho, um tapete, um chofer, um mordomo. Um otário pra lhes servir de empregado 24 horas e massagista nas horas vagas.
Claro que isso foi uma grande, imensurável decepção. Foi a destruição dum sonho, mas beleza, que fazer? Bola pra frente, né?
Uma mulher, acima de qualquer aspecto, deve ser autêntica. Possuir uma personalidade e fazer dela a coisa mais preciosa pra si, e única diante dos outros. Uma mulher, mas uma de verdade, não é só um belo corpo sensual, mas energia, alegria, sinceridade... Alguém que sozinha tenha a força duma leoa, que protege suas crias e caça pra família, e a meiguice e feminilidade duma flor. Que possa agüentar firme diante duma perda e se levantar depois de tropeçar num dos obstáculos da vida. Também deve ter um olhar firme, um aperto de mão suave, mas seguro. Seve saber olhar pros outros com ternura e ver a si mesma como especial e deve entender que a vida passa e que a aparência não é eterna.
Ela deve ter opinião. Manter firmes seus ideais acima de qualquer situação e deve ser leal. Leal não só a mim, mas a si mesma. Ser leal, pois a fidelidade virá em conseqüência disso. Deve saber encarar os problemas e comemorar as vitórias, sem reclamar nem pestanejar, com fé e boa vontade deve agarrar as oportunidades e saber que não se deve deixar a si de lado pelos outros nem negar seus desejos mais profundos. Deve gostar de ser mimada, com presentes e elogios e nunca ser masculina demais a ponto de me negar uma dança a dois. Deve ser culta, inteligente, justa, franca, agitada, saber como melhorar meu humor e como me contar as coisas sem que eu me estresse ou assuste.
Ou deve simplesmente poder olhar nos meus olhos e com sinceridade dizer aquilo que tanto quero ouvir...
Beeijos, Jaqueline.








